A menina de véu

Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 9788532528711
Ano: 2014
Páginas: 160

“O evidente domínio da arte literária avulta já no primeiro capítulo”, afirma Godofredo de Oliveira Neto na orelha de A menina de véu. De fato, o segundo romance de Natália Nami pela Rocco reafirma o talento da escritora e tradutora fluminense, autora de O contorno do sol e de contos premiados. Alinhavando as memórias da protagonista Lígia – uma mulher marcada pela falta de afeto que deposita o amor que lhe resta na única filha, Teresa –, a autora explora os meandros da memória e prende o leitor numa envolvente trama de mistério, amores mal resolvidos e ressentimentos. 

proibido

Introdução

Em Menina de Véu, temos Lígia como protagonista, uma mulher totalmente marcada pela solidão, e com uma profunda falta de afeto é mãe de Teresa, somente nela há o amor de Lígia. Amir, é um homem que nunca se sentiu emocionalmente envolvido com nenhuma mulher. Um dia em um restaurante, ele estava acompanhado de uma mulher mais nova, grávida de um filho dele e vê uma mulher que esperava alguém e a reconheceu. Amir sente remorso pelo que tenha causado a ela e o sentimento que nunca havia tido antes, floresceu: o sentimento de culpa. O que ele busca? O perdão pelo mal que causara anos atrás.

Fiquei bastante curiosa com o livro, porém, ao passar as páginas, o que mais me desmotivou foi o fato da linguagem rebuscar mais do que deveria. Mas a premissa do livro de Natália Nami é bastante interessante, o desenvolvimento também me surpreendeu.

Narrativa

O modo apurado quase que decorativo das palavras afiadas de Natália é o que mais me incomodou durante a trama. Uso de palavras pomposas geralmente não agrada leitores comuns. O livro de Natália tem uma premissa bastante substanciosa, reflexiva e cativante. Porém, a escolha da linguagem não o torna especial. Não um livro acessível há grande parte dos leitores comuns. De um jeito bem sofisticado, Natália perde a chance de diálogo com vários tipos de público em uma trama que esses públicos poderiam atingir. O que me motivou a ler o livro foi tentar entender Lígia, mas ainda mais, tentar entender o que incomodou Amir ao ponto de pedir perdão.

Diagramação

A diagramação do livro é bem simples, sem muitos requintes, pelo contrário, a ideia do véu é a capa e o tema central do livro.

Conclusões Finais

Nem sempre o livro que vem carregado de palavras poucos difundidas no meio comum agrada e deixa o leitor satisfeito. Pelo contrário, quanto mais potencial e carregado em emoções melhor. Não li o outro livro da autora, com certeza lerei. Para ver se foi intencional ou não esse uso de linguagem quase que elitista. Um livro altamente indicado para críticos que gostam desse tipo de linguagem desenvolta, pomposa e que muitos a caracterizam como “madura”.

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