Incendeia-me

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581634418
Ano: 2014
Páginas: 384

proibido

Introdução

Demorei um certo tempo a publicar essa resenha. Precisava maturar a ideia de fazê-la. Embora não fosse o tipo de fim que eu esperava (queria) para a trama, notei que tudo isso já vinha sido planejado no livro anterior.

Em Incendeia-me, começa do ponto em que Warner “resgata” Juliette, após o tiro que tomou de Anderson. Em meio a conversas, Juliette descobre que todas as pessoas que ela conheceu podem estar mortas, afinal, o Ponto Ômega, não existe mais. Logo de início Warner se revela a Juliette, ou seja, ele quer acabar com O Restabelecimento. E precisa da ajuda dela para tal. Juliette quer vingança.

Desculpe fãs fervorosas de Incendeia-me, mas esse livro definitivamente, não me convenceu.

Incendeia-me é o último livro da trilogia. Clique aqui e confira a resenha de Estilhaça-me e Liberta-Me.

Sobre Tahereh Mafi

Foto -Tahereh Mafi

Tahereh Mafi tem 25 anos. Nasceu em uma cidadezinha de Connecticut e hoje mora em Orange County, California – onde bebe muita cafeína e acha o tempo muito perfeito para seu gosto. Quando não encontra um livro, ela pode ser vista lendo papéis de bala, cupons e receitas antigas. “Estilhaça-me” é seu livro de estreia e o primeiro de uma trilogia. 

Narrativa

Nos livros anteriores, a leitura fluiu super bem, tinha um ritmo interessante e promovia perguntas durante a trama. Nesse livro em específico, foi uma tortura. O motivo? Não tinha um personagem a se afeiçoar. A maioria está modificado, ou sofreram uma lobotomia ou perda de memória durante a trama. Pois Warner e seu jeito malvado vai embora, fica tão meloso, mas tão meloso que termina frases com o “meu amor”, o tempo todo. Juliette fica dividida em algo que sempre denota que ela já fez sua “escolha”, se é que tinha alguma escolha a fazer (a sua falsa indecisão, me incomodou muito). Adam tem uma reação plausível, mas também não tem nada a acrescentar (se tem um injustiçado nessa história é ele). Kenji virou um guru espiritual para Juliette, vivia analisando.

Além da decepção que houve com vários personagens, Mafi acaba com o gênero distópico nesse livro. Corre em um final que parece ter sido mega fácil de combater. Se ateve tanto a um romance cafona, que se perdeu em meio a isso.

Diagramação

Felizmente a Novo Conceito, harmonizou todas as capas (pelo menos isso). Jackets dos outros livros publicados foram substituídas, sendo assim, todas fazem perfeita harmonia. Gosto muito dessa nova capa. Diagramação interna é a mesma padronização dos livros anteriores.

Considerações Finais

O livro me deixou com raiva como leitora. Pois a essência dos personagens foi totalmente trocada, tirando a parte de Juliette ficar perdida entre os irmãos Adam e Warner e também é claro desde o primeiro capítulo qual a sua decisão final, ou seja, decepcionante por quem gosta da narrativa de Mafi (porque beira o clichê) e porque a distopia simplesmente desaparece da trama dando lugar a um romance bobo. 85% romance, 5% de treino, 10% “guerra” corrida. Ou seja, decepcionante. Felizmente, acabou. Espero que ela não mude de ideia e lance outro, definitivamente, não estou interessada na vida amorosa de Juliette.

comentário

  1. Ayméeeeeezinha, não pode ser do contra amiga!! eu super adorei a série, mesmo com todos os defeitos rs.
    Essa história teve personagens tão bons e marcantes que eu não sei se um dia vou conseguir esquecê-los. Isso pq eu amei o warner, Kenji e a Juliette. E sim eu sei que era clichê, e sim eu sei que não tivemos nada de respostras, e treinamento foi realmente nada, mas poxa eu gostei ahauhaua

    Estou iniciando a campanha “ARRUMEM UMA NAMORADA PRO KENJI”!

    Beijos!

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