As Sete Irmãs

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635330
Ano: 2014
Páginas: 560
Tradutor: Elaine Cristina Albino de Oliveira

Meus dedos tocaram a selenita em meu colar. Tudo o que podia imaginar era que ele foi mandando comigo, como uma espécie de recordação, talvez por minha mãe, quando Pa Salt me adotou. Ele dissera, quando me deu o presente, que havia uma história interessante pode trás daquela joia… Ele esperava que eu perguntasse. E eu desejava com todo o coração, naquele momento, ter perguntado. Agora que Maia e suas irmãs perderam o pai, cada uma delas tem em suas mãos a decisão de buscar ou não a verdade sobre sua família biológica. Maia não resiste ao chamado do passado e é atraída até o Rio de Janeiro, onde, auxiliada pelo escritor Floriano, irá mergulhar em uma história quase centenária. Nos anos 20, uma paixão devastadora entre uma aristocrata brasileira e um escultor francês é sufocada pelas convenções sociais. Uma pequena placa de pedra-sabão eternizou o amor de Izabela e Laurent, selando o destino de Maia. A escritora best-seller Lucinda Riley mergulhou na cultura e na história do nosso país para conhecer de perto os mitos e verdades sobre a construção de um dos mais emblemáticos monumentos à nossa fé: o Cristo Redentor. O resultado dessa experiência é uma trama surpreendente e sensual, recheada de elementos exóticos. A partir do momento em que, junto com Maia, aterrissamos no Rio de Janeiro, não vamos nos separar dela enquanto não decifrarmos os segredos de seu passado. E esse é apenas o começo da viagem. 

 

Introdução

Em As Sete Irmãs, é um livro baseado na mitologia das Sete irmãs de Plêiades. Plêiades é uma aglomeração de estrelas. Cada irmã recebe o nome de cada estrela. O passado e o presente ganham força nas páginas. O passado é retratado em Genebra, Pa Salt, um marinheiro que viaja ao redor do mundo, adota seis orfãs. Com sua morte, ele deixa as suas filhas cartas e um monumento a cada uma delas no jardim. Há coordenadas que revelam a cada uma das irmãs aonde nasceram, deixam em aberto se querem ou não buscar suas origens. No presente o foco está em Maia, a filha mais velha de Pa. Ela descobre que suas raízes são brasileiras e parte para o Rio.

Lucinda presenteia ao leitor brasileiro, algo com o qual já conhece e está acostumado a vivenciar: desigualdade, praias e ritmos musicais que estão por todo canto.

Narrativa

É o segundo livro que leio de Lucinda e posso dizer que esse se tornou meu favorito. Motivo? Não só por ser ambientado em nossas terras, mas a ideia de escrever esses personagens, me parece tão interessante. Não existe personagem ruim nas tramas da autora. Pelo contrário, nenhum deles deixa de ter sua importância como um todo. Há muita descrição e ambientação, mas nada que comprometa, pelo contrário. O ritmo da trama está excelente. A autora consegue surpreender o leitor com a criatividade e as pequisas que andou fazendo para escrever esse livro.

Diagramação

É uma das capas mais bonitas da autora. A editora adotou um padrão as capas, mas essa com certeza, é chamativa e reflexiva ao mesmo tempo. A diagramação interna é simples. Não encontrei muitos erros durante a leitura. A fonte e tamanho estão boas.

Considerações Finais

O livro me deixou curiosa para o seguinte. Motivo? É bom saber que teremos várias histórias com essas personagens. Se a autora sente saudades dos seus personagens, imagina os leitores? É um alívio saber que Maia aparecerá em outros livros. Denso, carregado nas emoções e com dados interessantes na visão de uma estrangeira que veio ao país e se encantou.