Eu sou Malala

Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535923438
Ano: 2013
Páginas: 342
Tradutor: Luciano Vieira Machado, Caroline Chang, Denise Bottmann, George Schlesinger

Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo.

proibido

Introdução

Ganhadora no Nobel da Paz, eu preciso dizer algo mais para que saibam o meu interesse em ler o livro de Malala? Bom, confesso que bem antes, já tinha curiosidade em ler. Mas a oportunidade surgiu e não me arrependo nenhum pouco.

“Houve um tempo, em que as ativistas sociais pediam aos homens para defender seus direitos, mas desta vez, faremos nós mesmas.” – Discurso de Malala na Onu em setembro de 2013

A trama e Eu Sou Malala, é uma garota que mora numa região no oriente médio (vale do Swat) que foi invadida pelo Talibã. Viu sua cidade se transformar com as mudanças e uma delas e a que mais incomodou foi: a proibição das meninas frequentarem as escolas. A luta de Mala pela educação e pelo seu povo, mesmo em tão tenra idade (16 anos), é impressionante. Não pense que isso foi fácil, ela passou a ser ameaçada, bem como sua família, e tentaram por vezes intimidá-la.

Narrativa

“Uma criança, uma professora, uma caneta e um livro podem mudar o mundo.”

O livro começa com Malala contando sobre a cultura do pequeno vale, dos sonhos e esperanças. Sobre seu nascimento e como a mulher é mal vista desde o seu nascimento, o que por sorte, não ocorreu com ela, já que seu pai celebrou bastante a sua vinda ao mundo. Com uma vida limitada, já que a mulher não tem vez na cultura. Tudo piorou quando o Talibã chegou. Em meses, a população foi “impregnada” com os pensamentos dos lideres. O ambiente em que Malala cresceu, foi bem diferente do vivido por seus colegas e vizinhos. O pai de Malala, casou com sua mãe por amor. A mãe tem participações nas decisões. O sonho de Ziauddin Yousafzai era de criar uma escola, mesmo antes de conceber essa jovem sonhadora. Palestrou sobre educação em diversos lugares e inspirou sua filha a lutar pelos seus ideais.

“Nós percebemos a importância da nossa voz quando somos silenciados.”

A trama é feita de forma bem simplória, pode ser lida por um amplo público. As interpretações e visões do livro podem ser diversas, e é o que torna o livro tão especial e importante na vida de um leitor.

Considerações Finais

Uma vida tão diferente da nossa, sendo que alguns reclamam de acordar e ir estudar. O quão importante ter voz também é um dos pontos principais, mesmo não sendo maioria, podemos ter nossa voz e lutar pelo que queremos. O livro é um tapa na cara de quem acha que uma andorinha só não faz verão. Pelo contrário, ela pode mudar o mundo. Corajosa, madura e extraordinária, essa é Malala.

Inspiradora, reflexiva e libertador. Se tem um livro que a sensação de liberdade ocorre é nesse aqui. Malala se tornou referência e vai além de uma heroína do Paquistão, mas uma inspiração mundial.

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