A Menina Submersa: Memórias

ISBN: 9788566636253
Ano: 2014 / Páginas: 320
Editora: DarkSide® Books

‘A Menina Submersa – Memórias’ é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do ‘real’ sobre o ‘verdadeiro’ e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma ‘obra-prima do terror’ da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. A autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial – na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa -, e sabem que o medo real nos habita. O romance evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf.

Introdução

Com uma narrativa psicodélica e esquizofrênica, temos uma protagonista pintora e bastante solitária chamada India Moran Phelps, se mantém em pé a base de medicações. Sua vida ganha um novo rumo quando ela começa a ver alguns dos personagens que retrata nos quadros na vida real. A menina submersa é um dos quadros.

Sobre Caitlin R. Kiernan

É autora de livros de ficção científica, fantasma dark, e paleontóloga. Nascida próximo a Dublin, na Irlanda, ela passou a maior parte da vida nos EUA. Estudou zoologia e geologia. Escreveu dez romances, dezenas de histórias em quadrinhos e mais de 200 contos e novelas. Ganhadora de diversos prêmios incluindo o Bram Stoker com A Menina Submersa: memórias.

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Capas pelo mundo

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Narrativa

Narrado em primeira pessoa e com uma protagonista que não se pode confiar nenhum pouco, pois tem condições mentais duvidosas e muito profundas. A trama ganha valor com as citações e a arte como um todo. O livro remete a pinturas quase que o tempo todo. A linguagem não é nada problemática, pelo contrário, é até de fácil acesso ao leitor. Porém, o assunto tratado é bem delicado e complexo. O histórico de IMP (como a protagonista gosta de ser chamada), é bem conturbado. Ela vem de uma linhagem de loucas. Sim, sua avó (Caroline) e a sua mãe (Rosemary) cometeram suicídio por conta da esquizofrênia, e IMP denomina, A Maldição dos Phelps. Embora seja em primeira pessoa, a narrativa não é linear. Como se trata um livro de memórias, Imp quer se lembrar do que é de fato importante ser relembrado. Caroline, sempre dizia a ela que era importante anotar tudo o que fosse importante e para que ela lembrasse de fato o que significou aquele momento. Ela faz análises de quadros e constantemente copia textos dos livros nas bibliotecas. O que torna tudo mais empolgante ao leitor é o fato de não sabermos o que é real ou não. A esquizofrenia é uma doença bastante grave, pois as pessoas que a tem são extremamente inteligentes e criativas. Sendo assim, suas “verdades” podem nunca ter acontecido, mas narram tão bem que aos olhos dos outros, se torna real.

Diagramação

Mais um trabalho bem feito da editora. A diagramação interna e a capa são bem convidativas. As ilustrações tornam tudo ainda mais palpável.

Considerações finais

O livro é brilhantemente interessante. É bastante criativo e não sei o catalogar em um tema só. A proposta cumpre e fecha de maneira totalmente esquizofrênica. Um livro coberto de obsessão, repetições e transtornos. Altamente não recomendado a pessoas que sofrem condições similares. No mais, um grande livro, daqueles que perduram por muitos e muitos anos.