Joyland

ISBN-13: 9788581052984
ISBN-10: 8581052983
Ano: 2015 / Páginas: 240
Idioma: português
Editora: Suma de Letras

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Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.

Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.

O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

Introdução

Em Joyland, Devin Jones quer esquecer a garota que partiu seu coração, com isso, arruma um emprego de verão em um parque de diversões chamado Joyland, na Carolina do Norte. Mas, terá de confrontar o legado de um serial killer e tentará salvar uma criança. A vida de Devin nunca mais será a mesma.

– Há duas regras importantes no ramo da diversão, garoto: sempre saiba onde está sua carteira … e apareça.

Esse foi um dos primeiros livros que li no ano. Sim, eu li ele na versão inglesa e somente agora pude ler em português. Pode parecer estranho, mas sempre gosto de ler King um pouco antes e ambas as versões são fascinantes. Curtas e fascinantes. O que é bastante inusitado, já que a maioria dos seus livros tem muito mais de 300 páginas.

Sobre Stephen Edwin King

Stephen King era um leitor fanático dos quadrinhos EC’s horror comics incluindo Tales from the crypt, que estimulou seu amor pelo terror. Na escola, ele escrevia histórias baseadas nos filmes que assistia e as copiava com a ajuda de seu irmão David. King as vendia aos amigos, mas seus professores desaprovaram e o forçaram a parar.

De 1966 a 1971, Stephen estudou Inglês na Universidade do Maine em Orono, onde ele escrevia uma coluna intitulada “King’s Garbage Truck” para o jornal estudantil, o Maine Campus. Ele conheceu Tabitha Spruce lá e se casaram em 1971. O período que passou no campus influenciou muito em suas histórias, e os trabalhos que ele aceitava para poder pagar pelos seus estudos inspiraram histórias como “The Mangler” e o romance “Roadwork” (como Richard Bachman).

Site oficial

Edições estrangeiras

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Narrativa

“…havia alguma coisa ali. Eu soube naquele momento e sei agora. O ar estava mais frio. Não o bastante para que minha respiração virasse vapor, mas definitivamente mais frio. Meus braços, pernas e virilha formigaram com arrepios, e os cabelos da nuca ficaram de pé.

– Me deixe ver você – sussurei, me sentindo idiota e apavorado.

Querendo que acontecesse, esperando que não.

Houve um som. Um suspiro longo e lento. Não um suspiro humano, nem de perto. Era como se alguém tivesse aberto uma válvula invisível de vapor. E sumiu. Não houve mais nada. Não naquele dia.”

A narrativa flui de maneira natural, sem muitos exageros. Um dos legados do autor é justamente deixar os personagens realistas e com uma contextualização reflexiva. King adora uma boa crítica e não falta nesse livro, principalmente sobre o jeito americano. Aborda um pouco sobre o racismo, uso de armas e o preconceito religioso. O livro é narrado pelo ponto de vista de Devin, ele lembra do verão que passou trabalhando em Joyland, fatos do presente e do passado são bem marcados e tem suas diferenças. Devin é um ótimo protagonista e descreve de modo incrível o parque e suas atrações. Joyland acaba sendo outro personagem. O sobrenatural cabe muito bem a trama, o funcionamento do parque é paulatinamente descrito pelo personagem, sem deixar a trama cansativa, claro.

Diagramação/tradução/capa

Adorei que mantiveram a capa “original”, pois ela tem todo o clima do livro. A diagramação está impecável e bastante confortável ao leitor. Não foram encontrados erros de digitação ou que compliquem o entendimento da trama.

Eu andava meio descrente com traduções e pude ver o trabalho sério da Suma em adaptar o livro pro português de uma maneira bem natural é próxima da escrita do autor.

Considerações Finais

Joyland está longe de ser o meu livro favorito, mas me deu boas horas de arrepios e estímulos diferentes. É um livro que mostra o quanto o King tem o poder com suas palavras e que ainda possui um certo órgão, chamado coração. Simples, bons personagens e uma premissa que se sustenta até o final.