Nós

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Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz que quer o divórcio.
O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho.
Com uma narrativa que intercala a odisseia da família pela Europa — das ruas de Amsterdã aos famosos museus de Paris, dos cafés de Veneza às praias da Barcelona — com flashbacks que revelam como Douglas e Connie se conheceram, se apaixonaram, superaram as dificuldades e, enfim, iniciaram a queda rumo ao fim do casamento, Nós é, acima de tudo, uma irresistível reflexão sobre a meia-idade, a criação dos filhos e sobre como sanar os danos que o tempo provoca nos relacionamentos. Sensível e divertido, com a sagacidade e a inteligência dos outros livros do autor, o romance analisa a intrincada relação entre razão e emoção.

Introdução

Fã de David Nicholls assumida, ler “Nós” era praticamente uma necessidade. Por sorte, mais uma boa história, cheia de bons diálogos e paisagens incríveis.

Em Nós, Douglas é bioquímico e tem 54 anos, é casado com Connie há 25 anos e um belo dia é acordado no meio da noite por ela pedindo o divórcio. Com uma viagem planejada e marcada um tempo antes, vão a europa e Douglas quer salvar seu casamento e melhorar seu relacionamento com seu filho, Albie.

Sobre David Nicholls

David Nicholls nasceu em 1966 em Eastleigh, Hampshire. Estudou teatro antes de se dedicar a escrita. De entre os seus êxitos televisivos destacam-se a terceira série de Cold Feet, Rescue Me e I Saw You, bem como uma muito elogiada versão moderna de Much Ado About Nothing e uma adaptacao de Tess of the D’Ubervilles, ambas para a BBC. Para além de romances, David Nicholls escreve guiões para cinema e televisão, e já foi duas vezes nomeado para os prémios BAFTA. O seu primeiro romance e best-seller, Starter for Ten, foi seleccionado para o Richard and Judy Book Club em 2004 e adaptado para o cinema em 2006 (em Portugal com o nome Concurso Viciado). O argumento do filme foi escrito pelo próprio David Nicholls e a personagem principal foi interpretada por James McAvoy.

Edições estrangeiras

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Narrativa

“Solitário” é uma palavra preocupante que não deve ser pronunciada de modo leviano. A palavra deixa as pessoas desconfortáveis, suscitando todo tipo de adjetivos mais severos, como “triste” ou “estranho”.

O mais importante é que temos o ponto de vista de Douglas, mas não perdemos boas referências dos outros personagens. Pelo contrário, a forma como narra não é cansativa, até envolve cada vez mais, já que todos os personagens são desenvolvidos. O passado e o presente se ligam de uma forma gradual e honesta. Eu digo honesta, pois o tempo em que as coisas acontecem, é bem próximo do cotidiano comum. Não se acontecessem muitos fatos de uma hora pra outra, há um ritmo lento e que ajuda muito na visão do “todo”. É fácil apontar os erros cometidos, mas quando se está em meio a situação, às vezes o que fica claro pra quem está de fora, fica turvo pra quem está dentro. Os diálogos aos poucos vem mostrando o quanto é importante ter uma boa conversa, ou as coisas simplesmente fogem o controle. A viagem começa e o fim dela, é simplesmente bem diferente do que o leitor pensa, até mesmo Douglas no início. Cada personagem têm seus defeitos e qualidades, aos poucos, vamos nos apegando a um ou outro.  As ambientações são muito bem descritas, não falta praticamente nada, somos levados junto com essa família desestruturada e as suas experiências acabam tornando as mesmas do leitor.

Diagramação/capa

O trabalho da intrínseca foi fantástico. A diagramação é bem confortável, a capa, um charme a parte. A divisão em cada parte da trama, seguia uma citação que de certa forma, dialoga com o tema. Não tive problemas quanto a revisão do livro.

Considerações Finais

Nós, é um livro muito criativo. Eu adoro o jeito como David Nicholls trata os personagens durante a trama. Em nenhum momento fiquei com raiva de Connie, pelo contrário, assim como Douglas, tentamos entender a que ponto chegou e o motivo real para ela desistir daquele sentimento. Adoro como ele promove boas cenas e reflexões em seus livros, sem perder ou tender ao óbvio. Nós, facilmente, entra pra lista dos melhores romances que li.  Concluindo em “Nós”, não há vilão e nem culpado. Mas há uma jornada interessante e que mostra o quanto a grama do vizinho pode não ser tão verde quanto se parece. Famílias têm problemas e depende somente deles mesmos para acabar ou ameniza-lo.