O Quarto Dia

ISBN-13: 9788580415384
ISBN-10: 8580415381
Ano: 2016 / Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Arqueiro

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Introdução

 A sinopse por si só, já me causou arrepios, Sarah mais uma vez me pegou com uma trama curiosa, sombria e cheia de mistérios.

Em O Quarto Dia, é janeiro de 2017, após cinco dias do desaparecimento do navio O Belo sonhador, é encontrado à deriva no golfo do México. Mas um detalhe que torna tudo bastante curioso: não encontraram nenhuma pessoa viva no cruzeiro. A pergunta que fica é: como várias pessoas somem sem deixar um rastro sequer?  Ao todo, 2.962 passageiros e tripulantes desapareceram no mar do Caribe.

Se eu tinha vontade de fazer um cruzeiro? Tinha, após a leitura desse, pensarei duas vezes.

Sobre Sarah LotzSarah Lotz Author Photo

Sarah Lotz é uma roteirista e romancista com uma predileção para os nomes macabros e falsos. Entre outras coisas, ela escreve romances de terror urbanas sob o nome de SL Grey com o autor Louis Greenberg.

Ela vive em Cape Town com sua família e outros animais.

Edições estrangeiras

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Narrativa

Narrativa em terceira pessoa, mas que não deixa nada a desejar sob o ponto de vista psicológico dos personagens.

Os personagens novamente, são bem descritos e os acontecimentos sempre tem um mistério por trás. O terror psicológico que a autora dá a narrativa, é o ponto alto e o que me faz gostar tanto dos seus livros. Pistas e os artifícios usados pela autora, tornam a narrativa mais alucinante.

Uma leitura ágil, fragmentada e cheia de criatividade. Sarah consegue ser original com suas tramas, mesmo num gênero consagrado.

Projeto gráfico

Seguindo o mesmo projeto do gráfico do livro anterior da autora, gostei bastante da harmonia entre os mesmos, mesmo não sendo uma sequência, a identidade visual de Sarah Lotz aqui, foi bem caprichada. A edição é agradável, possui uma boa diagramação e letras num tamanho confortável.

Considerações finais

O Quarto Dia, é um livro tão envolvente e inteligente quanto Os Três. A autora consegue criar histórias envolventes e cativantes que deixam o leitor criar suas próprias teorias. Se você é do tipo de pessoa que gosta do final fechadinho, esqueça os livros da Sarah Lotz. Mas se adora livros que não tenham um final determinado, venha e aproveite cada pista que lhe é indicada ao longo das suas narrativas.

Sarah tá sendo responsável por me botar mais traumas de viagens do que qualquer autor já conseguiu. Mas seus livros são tão viciantes, que mesmo com os traumas, jamais deixaria de ler por conta deles.

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