Tartarugas Até Lá Embaixo

ISBN-13: 9788551002001
ISBN-10: 8551002007
Ano: 2017 / Páginas: 256
Idioma: português
Editora: Intrínseca


Introdução

Hoje começa uma semana especial dedicada ao mais novo lançamento do John Green. E para começar a semana com o pé direito, a resenha sobre minha experiência com o livro. Espero que gostem!

O livro chegou como cortesia da Intrínseca e assim que ele chegou já passei na frente das leituras. Estava ansiosa, já tinha um bom tempo sem ler algo novo do John. A expectativa não era muito alta, mas no fim, foi a melhor forma de encarar essa nova empreitada.

Em Tartarugas até lá embaixo, Aza Holmes, é uma jovem de 16 anos que tem uma vida comum até certo ponto, ela possui o que chamamos de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo). Ela tem uma amizade muito grande com Daisy, um garota doidinha e excêntrica que quando alerta a amiga sobre o desaparecimento de um bilionário da cidade, Aza se reaproxima do filho do figurão de mesmo nome (Davis Pickett) com o objetivo de conseguir pistas que levem ao paradeiro e os tentadores 100 mil dólares que estão pagando. Inicialmente é isso, mais pra frente, chega a ser muito mais. Ah, a trama se passa na cidade natal de John Green, Indianápolis.

Sobre John Green

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John Green é um dos escritores norte-americanos mais queridos pelo público jovem e igualmente festejado pela crítica. É autor best-seller do The New York Times, premiado com a Printz Medal, o Printz Honor da American Library Association e o Edgar Award e foi duas vezes finalista do prêmio literário do LA Times.


Edições estrangeiras

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Narrativa

Narrado em primeira pessoa, confesso que gostei bastante de ter a visão da Aza em todos os momentos que a trama permitiu. É uma garota cheia de vontades, sonhos e que tem um elo muito bacana com sua melhor amiga. Daisy é a minha personagem favorita, me reconheci em muitos dos seus momentos e diálogos. Embora ela ganhe de mim no tom excêntrico.

O tom biográfico da trama é questionável, por isso vemos ele fazendo ele tão bem e de forma tão natural. John tem TOC, John conhece a cidade com a palma da mão, John trás uma ambientação muito bacana pra narrativa. A maioria dos dilemas de Aza, podem ter um quê de John Green, ou não.

Referências a cultura pop, são muitas. Principalmente as de Star Wars (que geralmente vem da fanfic da Daisy sobre Ren e Chewie ♥, já disse que me apaixonei por essa menina? hahaha)

O desenvolvimento da narrativa é gradual, sem muitas reviravoltas. Como a maioria dos livros do Green é uma expécie de jornada. Tudo é uma aventura.

Projeto gráfico

Boa escolha de capa e cores. Tudo tem uma conexão com a narrativa de um jeito único. Talvez seja a capa que tem maior sentido em todos os livros do Green. A diagramação é confortável e o corpo do texto também favorece a boa leitura.

Considerações finais

Tartarugas até lá embaixo, é uma experiência diferente, intensa e cheia de bons momentos. Green não perde o encanto. Tanto dos personagens secundários quanto de seus protagonistas, sempre tem uma reflexão ou um motivo para estarem ali, com seus diálogos geeks e seus pensamentos mais íntimos sendo colocados de uma maneira simples e convincente.