Adorada pelos amantes da literatura gótica, a obra O Médico e o Monstro traz pela primeira vez um alter ego capaz de intrigar qualquer geração e inspirar as mais diversas e famosas histórias de terror

O selo Via Leitura, da Edipro, aumenta cada vez mais os livros da Coleção Clássicos da Literatura Universal. E, claro, não podia faltar um dos livros de terror mais cultuado em todos os tempos, O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson. 

A importância desta obra para o gênero é tamanha que até Stephen King, considerado o mais aterrorizante dos escritores, coloca o romance gótico em seu “top três”, ao lado de Drácula e de Frankenstein, também publicados pela editora neste ano. O mote da história é um médico que faz experimentos no próprio corpo buscando entender as contradições da alma. 

Publicado pela primeira vez em 1886, o livro é uma das primeiras obras que abordam o transtorno de personalidade dupla, alter ego, com elementos de ficção científica e de horror, além de tornar-se uma das principais novelas góticas do século XIX. 

Com a ilustre narrativa do advogado Gabriel Utterson, o relacionamento entre o renomado Dr. Henry Jekyll, e o estranho Mr. Edward Hyde, torna-se um grande mistério, principalmente quando o médico coloca o excêntrico homem em seu testamento. 

A obra analisa as relações humanas, e a intenção de Stevenson é demonstrar que todo mundo tem um lado bom, representado pelo médico que só pensa em contribuir com as pessoas e fica cada vez mais recluso em seu laboratório atrás de uma solução. E demonstra o lado mal, figurado pelo odioso Mr. Hyde, de comportamento agressivo, que chegou a matar um homem espancado. 

O advogado Gabriel Utterson se empenhará, então, em descobrir a estranha relação que une esses homens. O Médico e o Monstro traz elementos inovadores ao gênero de horror, como o transtorno de dupla personalidade. Com referências aos assassinatos cometidos por Jack, o estripador, na Londres vitoriana, chegou a inspirar um novo termo no dicionário inglês: Jekyll and Hyde, como são chamadas as pessoas moralmente dúbias.

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