O Homem de Giz

ISBN-13: 9788551002933
ISBN-10: 8551002937
Ano: 2018 / Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Intrínseca


Introdução

Quem acompanha o blog sabe o quanto sou apaixonada por livros do gênero. Sendo assim, quando soube do lançamento do livro, não hesitei. Queria conhecer de perto o trabalho de C.J. Tudor o quanto antes.

A trama é narrada por Eddie Adam e ocorrem em dois tempos diferentes. Em 1986, onde um grupo de amigos acaba por se envolver em acidentes e assassinatos, onde há um elemento que se destaca: figuras de homens de giz que estão sendo desenhadas pela cidade e nos locais onde ocorrem esses crimes. E em 2016, o mistério ainda está sem solução e Eddie embora tente esquecer o passado ganha um novo aviso: um boneco de giz enforcado, aumentando ainda mais a tensão para um passado que pensou nunca mais relembrar. Um de seus amigos é morto e ele terá que descobrir o que de fato aconteceu no passado.

“Ser uma boa pessoa tem a ver com a maneira como você trata os outros”.

Sobre C.J. Tudor C. J. Tudor

C. J. Tudor nasceu em Salisbury e cresceu em Nottingham, Inglaterra, onde ainda mora com a família. Seu amor pela escrita, especialmente pelo estilo sombrio e macabro, surgiu logo cedo. Enquanto os colegas liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e James Herbert. Ao longo dos anos, atuou em várias funções, como repórter, redatora, roteirista para rádio, apresentadora de televisão, dubladora, passeadora de cães e agora escritora. O Homem de Giz é seu romance de estreia.

Edições estrangeiras

39668074 39337848

Narrativa

A trama é envolvente por si só. O romance de estreia da autora tem bons elementos e trabalha com referências de modo sutil e ao mesmo tempo único. A mescla de passado e presente é bem desenvolta e não faz a narrativa se perder, o modo como é construída é bem organizada e não torna a leitura cansativa. O emaranhado de acontecimentos vai tornando a leitura mais curiosa e viciante. Em poucas páginas, me deixei levar com a trama e me convenceu com todo o seu desenvolvimento e suas surpresas. O livro não tem um grande final, mas o que acontece no meio e o plot twist são o ponto alto da leitura.

Projeto gráfico

Adorei a capa do livro, simples e ao mesmo tempo misteriosa, uma grande característica da narrativa.

Considerações finais

O homem de giz,  é uma surpresa agradável. Todos os elementos que me agradam numa narrativa se fizeram presentes: mistério, personagens bem desenvolvidos e reviravoltas que tornam a tensão muito mais evidente na trama. Talvez, seja o “A garota no trem” de 2018.