Um Mundo Brilhante – T. Greenwood

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219411
Ano: 2012
Páginas: 336
Comprar: R$ 25,40

Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

proibido

Introdução

 É um livro que me encantou pela sinopse e até pela capa, como disse num post anterior. Não conhecia a autora, e gostei bastante da narrativa que flue rapidamente. Ela é autora de 6 romances e esse é o primeiro que a Novo Conceito nos trás, o que possivelmente iremos ver outras obras dela em breve, pois esse livro é uma boa estreia no Brasil.

Narrativa

Ben é um personagem bem interessante, por ser alguém tão “fracassado”, que perde o emprego como professor e não é um bom marido pois esconde muitos segredos da esposa (Sara) até mesmo no momento quando ela mais precisa dele. Tinha uma vida nos eixos até que encontra o corpo de um garoto (Ricky) na neve e passa a querer investigar o assassino. A vida dele vira ao contrário, conhece a irmã dele (Shadi) e passa a nutrir um sentimento esquisito pela mesma. É uma narrativa bem gostosa e que as páginas viram automaticamente. Cada capítulo e cada mundo (o livro é divido em mundos de cores, começamos pelo mundo vermelho). Essas cores tem muito a ver com as ações que vão ocorrendo na vida desses personagens, principalmente de Ben. A narrativa não é previsível e deixa algumas lacunas para o leitor refletir. É um livro que no primeiro momento passa a sensação de auto-ajuda, mas que não tem nada a ver com isso. Sim, ele discorre sobre a perda e como as pessoas se unem pelo luto, até mesmo de um desconhecido pois nele é possível ajudar aquele que está sofrendo. Mas não dá soluções nem respostas prontas para o sentimento. Os capítulos são curtinhos então fazem com que leia vários e nem perceba o quanto progrediu.

Momento Macchiato

“A cerca ao redor do quintal não tinha mais do que 1,80 metros de altura; alguém poderia vê-los ali, e Ben ficou um pouco acanhado quando entraram na piscina, ainda nus. O ar estava mais frio do que a água, e baixo, olhando para o céu. Com a água cobrindo-lhe os ouvidos, ele prestou atenção e conseguiu ouvir o coração batendo nas suas têmporas. E pensou na sua vida. Sobre como ela era limpa e brilhante. Como tudo era cintilante. E dourado.” – pág 210

Considerações Finais

A obra é definitivamente brilhante, porém o final me deixou com algumas lacunas para serem preenchidas. Lê-lo nesse calor infernal de verão foi um balde gostoso de água fria, pois é totalmente oposto do que passamos e nos levam a um mundo totalmente diferente do nosso. Os dados do livro são bem reais, todas a cidades que ele indica existem e os produtos também, acho interessante quando a narrativa te propõe conhecimento de um lugar pelo o qual nunca visitamos e que passamos a fazer parte do mesmo quando lemos. É fantástico e indicado para todo mundo que busca esse gênero.