A Garota dos Pés de Vidro – Ali Shaw 

Edição: 1
Editora: LeYa
ISBN: 9788562936425
Ano: 2010
Páginas: 288

Cenários cinematográficos, paisagens paradisíacas, pântanos congelados com animais transformados em vidro, florestas brancas, penhascos monocromáticos, um oceano de baleias, lendas e águas-vivas. Este é o universo fantástico de Ali Shaw, autor britânico que renova as fábulas e cria uma inusitada história de amor. Midas é um tímido fotógrafo ilhéu. Ida é uma jovem aventureira que vem ao arquipélago de Saint Hauda’s Land buscar a cura para sua misteriosa doença. Ela está se transformando em vidro e juntos buscam uma solução. O que eles mais precisam é de tempo – e o tempo está passando rápido. Será que vão encontrar uma maneira de evitar a propagação do vidro?

proibido

Introdução

A começar pelo aspecto visual do livro que é lindíssimo e destaca bastante o a cor das páginas do lado de fora que são pretas. O livro aborta uma temática nova, até então nunca tinha lido nada parecido e me despertou uma curiosidade muito grande desde que havia visto notícias/resenhas sobre ele.

Narrativa

Ali Shaw encanta com os personagens Midas e Ida. Um casal desde o primeiro momento (mesmo que não declaradamente casal). O encantamento de Midas por Ida vai se mesclando com o sentimento puro aos poucos. Ida além de ser muito bonita de um modo estranho e provocante é muito divertida. Gostei como o autor trabalhou o vidro com a fotografia. O livro tem essa percepção em vários momentos.

Momento Macchiato

“Ela acordou de noite e puxou o edredom bem apertado ao seu redor. Seus joelhos e pernas pareciam sem sangue e frios. Olhou para Midas, que dormia numa cadeira e roncava levemente. Ele havia ligado o abajur ao lado da cama. Ida não ficaria surpresa se isso fosse devido a um medo da noite, e ela achou cativante. Ele segurava a câmera no colo como se fosse um ursinho de pelúcia. Ida se perguntou se poderia confiar nele.” – pág 67

Considerações Finais

Também o li em meio ao calor senegalês de São Paulo, isso evocou paisagens e sensações totalmente diversas ao meu cotidiano. Isso me atrai e me fez muito bem. Pois embora seja uma história triste, dela se leva uma esperança e um carinho que foge o padrão. É um dos livros mais criativos e emblemáticos de que pude ter contato esse ano. Gostei muito da narrativa de Ali e muito das criaturas em que aquela pequena cidade possuí. A magia, os personagens, a cidade em são atrativos a parte. É possível até hoje ser criativo, porém, está fadado ao risco de tornar apenas uma história esquisita. O que felizmente neste livro não acontece.