Estilhaça-me – Tahereh Mafi 
Estilhaça-me

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219909
Ano: 2012
Páginas: 304
Melhor preço: R$17,51

Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

proibido

Introdução

Estilhaça-me é um dos poucos livros que mexeram com a minha cabeça. Tahereh Mafi em seu romance de estréia conseguiu emplacar com uma boa história, em um mundo totalmente diferente do nosso e com personagens tão emblemáticos e interessantes. O livro faz parte de uma trilogia, ou seja, já sabem como estou para a continuação. Aguardando ansiosamente.

Narrativa

A narrativa de Tahereh é composta de muitas articulações. Seja a repetição continua de palavras ou seja a descrição de coisas que estão além do ambiente em que os personagens estão inseridos. Juliette realmente intriga a todos que leem. E o romance é eletrizante quando ganha corpo. Adam é um caso a parte, pois ele é um rapaz atencioso e apaixonado. Está disposto a lutar e fugir para ter Juliette por perto. É um livro frio e quente. Tem momentos muito bons e convincentes. Os tons de cinza na narrativa são evidentes e muito bem escritos. O Restabelecimento promete uma melhora no mundo utópico onde na verdade o caos e as mortes imperam. Um regime ditatorial e elaborado pelo pai daquele que governa esse mundo. O qual Juliette é uma de suas armas, trancada em uma cela sozinha passa a escrever sobre como é ruim viver lá e a vida que tinha antes do Restabelecimento. Até que Adam passa a dividir a cela e começam diálogos que são interrompidos pelo governador desse mundo. O chefe de Adam. Adam disposto a tirar Juliette traça um plano de fuga e ele finalmente ocorre. Mas nem tudo é pra ser perfeito e colorido, estão a procura deles. Um livro que te instiga a virar as páginas compulsivamente, onde ações ocorrem o tempo todo e te instigam cada vez mais.

Momento Macchiato

“Odeio o calor e o suor pegajoso nas costas. Odeio o fastio indiferente de um Sol preocupado demais consigo mesmo para se dar conta das infinitas horas que passamos em sua presença. O Sol é uma coisa arrogante, sempre vendo o mundo pelas costas quando se cansa de nós.

A Lua é uma companheira correta.

Ela nunca se vai. Está sempre lá, observando, constante, reconhecendo-nos em nosso momentos de luz e escuridão, em constante transformação, assim como nós. Todos os dias uma versão diferente dela mesma. Às vezes fraca e lívida, noutras forte e cheia de luz. A Lua compreende o significado de ser humano.” – pag 28

Considerações Finais

Como em todo livro introdutório, ele pouco dá informações pelas quais ficaria surpreso. Como todos os livros da nossa geração de trilogias e séries, ele promete e cumpre no livro alguns dos argumentos e deixa outros muito melhores para discutir em sua continuação. No primeiro livro a personalidade de Juliette podia ser melhor explorada, porém ela daria pistas do que está próximo acontecer. O livro termina num momento crucial e que faz com que o leitor fiquei instigado a ler o segundo volume. Ideia inteligente da autora. Comparações a outras obras eu não julgo pertinente. Pois elas fazem parte de um leque de referências criado pela autora para o desenvolvimento de sua obra. Para um livro de estreia Mafi, o fez muito bem. O que não pode ocorrer é o nível de seu segundo volume não suprir as carências do primeiro livro. A cada livro há essa necessidade e cobrança dos leitores. Espero que isso aconteça. A premissa é boa e a argumentação é consistente.

Indicado para

Amantes do gênero distópico, que vem deixando de lado as histórias de vampiros e lobisomens. Há muito a ser explorado no gênero e tudo leva a crer que a autora irá chegar a um patamar de referência, se bem o fizer.