Um Mundo Chamado Timidez – Leanne Hall 

Um Mundo Chamado Timidez

Edição: 1
Editora: LeYa
ISBN: 9788580440294
Ano: 2012
Páginas: 224
Comprar: R$ 25,41

Uma menina numa missão para esquecer. Um garoto que uiva. No subúrbio de Timidez, onde o Sol nunca nasce e as fronteiras crepitam com uma energia estranha, MeninoLobo conhece uma estranha no Hotel Diabetic. Ela fala o seu nome: MeninaSelvagem, e ela o desafia a ser o seu guia pela noite sem fim. Mas eles são assaltados pelos Moleques. E o que acontece está se movendo, despreocupado… perigoso. Há coisas que apenas podem ser ditas na escuridão. E uma longa noite é tempo suficiente para mudar uma vida.

proibido

Introdução

É um livro que me encantou pela capa, pela sinopse e por ser o primeiro trabalho da autora. Um mundo totalmente diferente do nosso, personagens cativantes e muito simbólicos. Uma noite pode durar muito mais tempo do que imaginamos. Um livro que segue uma linha de raciocínio e de ações que não se contradiz. O livro não parece bom. Ele realmente é. É um livro que simboliza a volta da minha vontade em ler e crer que algo muito bom pode ser descoberto através da escrita. Não é que não tenha lido livros bons ultimamente. Nesse livro não houve bloqueios ou pausas que me deixaram sem vontade de continuar. A vontade maior era de ficar mais tempo naquele mundo. Gótico, pitoresco e totalmente atemporal.

Narrativa

A narrativa de Leanne faz com o que o leitor entre de verdade na narrativa e passeie juntamente com os personagens. MeninaSelvagem e MeninoLobo aos poucos vão mostrando o contraste que há entre ambos. Embora tenham histórias diferentes e igualmente fascinantes. MeninaSelvagem é totalmente determinada, corajosa e destemida. MeninoLobo, habitante de Timidez é a insegurança e a bondade em pessoa. Ambos saem em busca de uma jornada atrás de um artefato importante para MeninoLobo um esqueiro, o único objeto que carrega consigo foi roubado por uma gangue de pivetes da Cidade dos Orfãos. Gosto do modo como o livro fala sobre a noite. É um livro que não possuem ações ou cenas fortes para quem o lê. Mas os momentos antes do clímax você compreende algo além do mesmo. Uma narrativa simples, bem colocada e muito humilde. A autora não usa de jargões ou palavras inutilizáveis por nós, mas ao mesmo tempo faz com que a leitura engrandeça em ambientação.

Momento Macchiato

Se eu pudesse quotear o livro todo, eu o faria. Mas tive que escolher apenas um.

“Não acredito como ela é engraçada. Tirei a sorte grande aqui. Se eu fosse uma pessoa diferente, se minha vida fosse menos complicada, se tivesse mais a lhe oferecer do que apenas tristeza, se não me sentisse tão cansado do peso do mundo todo me pressionando, então este seria o momento em que eu tentaria beijá-la.” – pág 94

Considerações Finais

Um livro que tem uma pegada mais leve que A Garota dos pés de Vidro, mas que mantém a magia de nos trazer algo simples e bem bolado.  Como a combinação perfeita entre o a ausência de luz (preto), presença (branco) e a cor escarlate.

Indicado para

quem gosta de histórias criativas, inteligentes e muito diferente das que estão acostumados. A sequência do livro se chama Queen of  the Night. Sim tem sequência, mas merece atenção!