Edição: 3
Editora: Porto 71
ISBN: 9788591184002
Ano: 2011
Páginas: 235

Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? Nesse seu primeiro e hilariante romance, Maurício Gomyde retrata o cotidiano de um cidadão normal como tantos que se vê por aí em qualquer canto, tentando responder estas aparentemente simples perguntas. Passeando com extrema facilidade tanto pela liguagem refinada e sutil quanto pela tosca, Maurício Gomyde nos brinda com um livro de leitura fácil e extremamente agradável.

proibido

Introdução

Demorei um tempinho para lê-lo, porém numa tarde ele já chegava ao fim. É aquele tipo de livro que você não se dá conta quanto as páginas voam na sua mão. Divertido, leve e criativo.

Narrativa

Por ser o segundo livro que leio do autor, vejo que ele consilia todos os seus prazeres numa obra só. Referências musicais, cinematográficas e teatrais e romances cativantes fazem parte da narrativa do autor. Gosto do modo como Gomyde trabalha a narrativa sem causas exageros. Em muitos momentos tende ao objetivo e quando trabalha os momentos de humor sabe muito bem medir quando parar. O personagem principal perde espaço para outros que por suas peculiaridades afloram a narrativa. O papagaio é um dos meus personagens favoritos, pois suas falas são muito engraçadas. Horácio é meu ídolo. Conseguiu me arrancar risos onde eu achei que não conseguiria. Por isso a leitura surpreende, pois estava num momento não muito legal e ler me fez esquecer por um tempo o quão estranho estava. O poder dos livros cada dia mais me influenciam e fazem parte do meu cotidiano.

Momento Macchiato

“Ele chegou em casa à noite. Abriu a porta rapidamente e entrou rodopiando na sala, dançando meio desengonçadamente, mas se achando o Gene Kelly em “Dançando na Chuva”. Ou era “Cantando na Chuva”? Pouco importava. Podia ser até “Dormindo na Chuva” que dançaria do mesmo jeito. Foi, em silêncio, até perto do Horácio, que dormia encolhido com a cabeça por entre as asas. Deu um grito na orelha do bicho, se é que papagaio tem orelha:
– EU ALMOCEI COM E-LA-LÁ-LÁ!”
Horácio deu duas cambalhotas e caiu no chão, batendo asas freneticamente, acreditando estar no meio de um pesadelo.- pág 87

Considerações Finais

O mundo de vidro é um livro muito divertido, tive a oportunidade de ler Ainda Não Te Disse Nada, antes desse. Porém desenvolvi um carinho maior, pelo fato de abordar a comédia de modo mais explicito e brasileiro. Aquele que esperamos de um brasileiro que gosta e presa a nossa cultura. Instimulante.