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Dezesseis Luas – Kami Garcia e Margaret Stohl

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Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501086914
Ano: 2010
Páginas: 490
Tradutor: Regiane Winarski

Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece… Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. “Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim…”

proibido

Introdução

Confesso ter demorado a ler o livro, porém não me arrependo. O livro é fantástico, bem feito e bastante cativante. Estou num momento oportuno pra esse tipo de narrativa e ele supriu minhas necessidades. O filme estreou tem poucos dias e ainda não tive a oportunidade de assistí-lo. Farei isso em breve e volto para contar o que achei, ok?

Narrativa

Na trama, o protagonista, Ethan vive em uma cidade chamada Gatlin, no sul dos Estados Unidos.
Em um dia chuvoso e tediante na pequena cidade, chega uma garota nova na Jackson High.

O que surpreende é que Ethan já a conhecia. Como? Em seus sonhos.

Bonita, bastante exótica e o pior, sobrinha do velho Ravenwood. Lena ficou com a impopularidade do tio que quase não é visto por ninguém há seculos, sofrendo até retaliações por muitos alunos da escola.

Ethan se aproxima de Lena em uma cena bastante marcante e aos poucos um vai nutrindo sentimentos pelo outro. Só que Lena não é uma pessoa comum, ela guarda mistérios e segredos que nem todo mundo seria capaz de entender, mas Ethan aos poucos assimila.

Dezesseis Luas é o livro que vai introduzir os personagens e a premissa básica de um amor que tende a não continuar. Lena não pode ficar com Ethan, porém Ethan está disposto a batalhar para que fiquem juntos. Introduz também a maldição da família de Lena e a preocupação de Amma e segredos por de trás das velhas famílias Duchannes e Ravenwood.

Kami e Margaret funcionam super bem, o livro embora seja volumoso ele não se torna cansativo. O fato mais curioso é que sempre personagens de tramas como Dezesseis Luas são femininas. Ethan como protagonista dá outra visão a coisa.

As ações tem um ritmo menos acelarado que as narrativas comuns nos livros do gênero. Ethan é um personagem carismático, teimoso e bastante amável. Todos se encantam pelo personagem facilmente. Lena é um personagem que vivi momentos de amor e momentos de ódio. E aos poucos na trama a desconfiança ficou sem resposta. Senti que faltou algo na personagem. Amma foi outra personagem bastante inserida e planejada, confesso que aos poucos ela foi me encantando mais e mais.

A relação desse mundo gótico e misterioso é muito bacana. Trás ao livro além do entretenimento comum. É uma experiência dupla. As referências e citações do livro são colocadas ao leitor, o que é bacana e de certo modo divulga outros livros bacanas a serem lidos. Mais um livro que cita O Apanhador No Campo de Centeio. Li uns 10 livros esse ano que citam a obra. Pra quem não sabe, esse livro é difícilimo de encontrar em sebos. E nas livrarias ele custa o olho da cara. Porém, está entre os meus desejados desde que li a sitação em um dos livros do mestre, Stephen King.

Diagramação

A capa do livro é fantástica, não somente pelo fato de ser roxa (minha cor favorita), mas o prateado com as árvores deixam a mistura ainda mais misteriosa. Com uma tipografia bastante bonita e trabalhada, fazem com o que olivro se destaque dos demais. A capa evoca o misticismo presente na narrativa. Sem muitos detalhes nas páginas, porém há alguns efeites em cada novo capítulo, são bem simples.

Quote favorito

“Eu não conseguia respirar. Sabia que ela tinha olhos verdes; eu os tinha visto antes. Mas hoje eles pareciam diferentes, diferentes de quaisquer olhos que eu já tinha visto. Estavam enormes e com um tom verde nada natural, um verde brilhante, como o relâmpago da tempestade. De pé na chuva daquele jeito, ela quase não parecia humana.” – páginas 44/45

Considerações Finais

Não é um livro que me deixa ansiosa pela continuação, porém tenho Dezessete Luas aqui comigo. O que mais me incomodou foi o fato do livro não terminar com uma grande exaltação, com algum fato pelo qual se anseie pela mesma. Senti falta de tato na conclusão do livro, talvez muita gente deixe a série pelo simples fato de não abocanhar exatamente no crucial.

comentário

  1. D. Amy,

    Estou louco para que o meu livro chegue, a única coisa ruim é que ele tem a capa do filme e acho a capa original muito bonita. Estou extremamente curioso quanto a obra e não vejo a hora de lê-la.

    Beijos.
    Asas Literárias.

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