Aracelli, meu amor – José Louzeiro

 


Edição: 1
Editora: Prumo
ISBN: 8579272378
Ano: 2012
Páginas: 232

 

Era uma vez uma menina chamada Aracelli. Tinha nove anos incompletos, cabelos negros, olhos negros. O pai a chamava de “Princesa”, a mãe cuidava de suas roupas, os sapatos estavam sempre bem engraxados, a pasta lustrosa, livros e cadernos encapados.

Aracelli ia e voltava da escola por imensa rua sem asfalto ou calçamento, mas ladeada de arbustos floridos. Um dia não voltou. Quando localizaram o corpo num matagal, com as chagas da crueldade, o pai teve dificuldade em reconhecê-lo. Passados meses, o policial Homero Dias, que cuidava do caso, é transferido dessas atividades. Agora perseguiria o criminoso “Boca Negra”, na Ilha do Principe.

Correndo atrás de delinqüente, tombou morto com disparos pelas costas. O “acidente” seria o principio de interminável comédia de erros e desmandos. “Boca Negra” é preso. Sofre o primeiro atentado na prisão, o segundo, acaba morto com 47 facadas. Silenciou a voz que acusava um outro policial como matador de Homero.

O ex-vereador Clério Falcão candidata-se a deputado pelo MDB. Promete um escândalo sobre a chacina de Aracelli, cumpre a promessa. O perito Asdrubal Cabral de Lima vai além dos limites tolerados pela corrupção, passa a enfrentar processos e ameaças de morte.

Uma cigana prevê futuro negro sobre Vitória, capital do Espirito Santo. Fatos surpreendentes ocorrem.

Um dos maiores mistérios dos anais da Policia brasileira.

proibido

Introdução

Por indicação de uma amiga, fiquei curiosa a ler o livro. O livro lida com um assunto tão delicado e ao mesmo tempo verídico. A história de Aracelli, uma garota de oito anos que foi assassinada e que virou manchete em todos os jornais da época.

Narrativa

A narrativa de José Louzeiro é bastante detalhista. O livro começa de um ponto e termina de um jeito bastante diferente do que previa. Como dito anteriormente em algumas resenhas passadas. Meu carinho e admiração por narrativas realistas, pautadas na realidade estão me agradando muito mais. O livro não é algo com que adoramos. Pois vemos que a sociedade está disposta a tudo. A brutalidade com a qual Aracelli foi morta diz muito do que o ser humano pode fazer mesmo tendo consciência do que faz. A crueldade infelizmente faz parte da essência animal da nossa existência. Mas nossos pensamentos e atitudes devem ser meticulosamente serem controlados e de certa forma reprimidos de fazer o mal a qualquer ser vivo. Porém, nem todos tem a mesma consciêcia.

A narrativa de José não só fala do acontecimento como um fato jornalistíco, mas sim da reação e das discussões elaboradas por pessoas comuns. Ou seja, não só sobre a morte, o acontecido, há questões religiosas e de ordem existencial.

Diagramação

A capa faz um paralelo com a infância interrompida. A boneca é a melhor representação da pequena Aracelli. A cor preta cai de associação com o luto e com uma história sem justiça.

Considerações Finais

É um livro bem escrito, feito por quem sabe o que está fazendo. É um livro que não tem a intenção de ser bonito. Mas de provocar perguntas e dar respostas a quem o lê. Existem várias reflexões. Definitivamente, esse é um livro para pensadores e pessoas curiosas.

 

comentários

  1. Eu estava doida pra ler uma resenha deste livro. E olha que ele é tudo que eu esperava.
    Gostei muito mesmo!! Temas polêmicos me atraem.

    Adorei!!

    Bjkas

  2. Oie

    Tudo bem?

    Gente, juro que quando comecei a ler essa resenha eu imaginava um enredo totalmente diferente, fiquei chocada quando li que a menina é assassinada hahaha

    Mas, pra ser honesta me interessei pelo título, nunca li nada assim.

    Excelente resenha!!

    Agora, meu conselho pra você é: Leia Os Delírios de Consumo de Becky Bloom sim!! É ótimo!! Amanhã vou postar um vídeo falando das principais diferenças entre o livro e o filme =)

    Se quiser, dê uma passadinha no blog amanhã pra conferir =)

    Beijoos!!

    http://garotaliber.blogspot.com

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