O Soprador de Vidro – Marina Fiorato

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Edição: 1
Editora: Prumo
ISBN: 9788579270185
Ano: 2009
Páginas: 296

Os sopradores de vidro são artesãos que trabalham o vidro como verdadeiros alquimistas treinados por anjos. E a ilha italiana de Murano é o berço dessa arte – o local em que os antepassados de Leonora, ou Nora, reuniam-se para transformar areia em verdadeiras obras de arte.
Assim, Nora, professora universitária de vidraria e cerâmica, parte para Veneza em busca da história esquecida de seus familiares. Desde jovem ela estudara a arte dos vidros e aprendera a admirar o ofício do soprador. Agora, desejava unir seu presente ao seu passado. Fuçando nos arquivos da biblioteca local, começa a reunir os retalhos de uma envolvente trama que une traição política, vingança e complôs em plena Itália medieval e renascentista.

 proibido

Introdução

O livro de Marina Fiorato me surpreendeu. É um livro que vai além do escrito. Promove várias reflexões. Leonora Manin (Nora) é uma mulher linda, cabelos loiros e professora universitária de vidraria. Vai pra Veneza em busca de uma história sobre os seus familiares. Ela encontrará muito mais do que isso, ela resgata situações que influenciam em sua vida. Histórias de vingança e traição.

Narrativa

Com uma narrativa que aos poucos te mantém curioso, Marina divide os capítulos entre o presente de Leonora e de séculos antes com seus parentes. Leonora vai atrás de histórias sobre seu pai, que morreu antes mesmo dela o conhecer. Corradino Manin era um artista, produzia os melhores espelhos e vidros da região. Com o decorrer da narrativa, você sente que Marina ao mesmo tempo que sofre com o que descobre, ela perdoa um passado, uma pessoa que mesmo que ela não tenha conhecido, começa a se afeiçoar a ele.

O livro embora seja bastante complexo em sua concepção. Ele é a busca da filha por respostas sobre a vida do pai e do motivo pelo qual ele não está mais entre nós, – mais do que isso – conhecer sobre si própria.

A descrição física de Marina é muito próxima da autora, acho que ela usou seus atributos como referência na trama.

Quote Favorito

“Quando ela segurar o coração de vidro na mão, também segurá o meu próprio coração.” – 30

Considerações Finais

Nunca estive em Veneza, mas o livro me fez passear por lá e conhecer coisas das quais eu não tinha a mínima ideia. Marina tem o dom da escrita. Conseguiu escrever algo doce, mesmo tendo momentos bem perversos e crueis. O tom doce da melancolia. Não é um livro de fácil intendimento, mas que aos poucos se compreende e se admira. Vale a leitura.

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