Bling Ring: A Gangue de Hollywood

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573596
Ano: 2013
Páginas: 272
Tradutor: Andrea Gottlieb, Cláudio Figueiredo, Lourdes Sette

Entre 2008 e 2009, as residências de Lindsay Lohan, Orlando Bloom, Paris Hilton e diversas outras celebridades foram invadidas e saqueadas. Os ladrões, um grupo de jovens criados em um endinheirado subúrbio de Los Angeles, levaram o equivalente a 3 milhões de dólares em joias, dinheiro e artigos de grife, como relógios Rolex, bolsas Louis Vuitton, perfumes Chanel e jaquetas Diane von Furstenberg. As notícias surpreendentes sobre o caso chocaram Hollywood e intrigaram o mundo. Por que esses garotos, que em nada correspondiam à tradicional imagem dos bandidos, realizaram crimes tão ousados?

A jornalista Nancy Jo Sales entrevistou todos os envolvidos, incluindo os pais e os advogados dos jovens, e até mesmo as celebridades que sofreram os assaltos. Em Bling Ring: a gangue de Hollywood, ela apresenta todos os detalhes de uma das quadrilhas mais audaciosas de nossos tempos. A história real também inspirou o filme de Sofia Coppola, estrelado por Emma Watson.

proibido

Introdução

Lembro que quando a Bling Ring virou um debate nos programas americanos, lembro que na época fiquei bem curiosa sobre qual o motivo de fazerem, o que aqueles jovens tinham na cabeça, pra quê? Também lembro de achar super engraçado que celebridades como Paris Hilton, deixam a chave debaixo do tapete, deixavam portas destrancadas, sem o alarme ligado… pessoas que estavam sobre os holofotes da mídia, dos fãs e de pessoas que poderiam fazer algo bem pior do que roubá-las, invadi-las.

Quando solicitei o livro, sabia que o livro não se tratava de uma narrativa tradicional. O livro escrito pela jornalista Nancy Jo, são vários pedaços de entrevistas, colocações e explanações do motivo e do objetivo da gangue Bling Ring, formada por 6 jovens (Diana Tamayo, Jonathan Ajar, Alexis Neiers, Rachel Lee, Nick Prugo, Courtney Ames e Roy Lopez).

Narrativa

A narrativa de Nancy é permeada de dados, conversas e conclusões que ela mesma relata capítulo a capítulo. Ou seja, se acha que é uma obra próxima do filme, saiba que NÃO é. Nancy reune reportagens, teoria e antropologia durante sua narrativa. Ela pode ficar cansativa para quem não tem o costume de ler livros do gênero ou livros com um viés jornalístico. Porém, é um ótimo livro que fala sobre o atual jovem na sociedade. Não estou querendo e nem dizendo que todo jovem é igual os meninos da gangue Bling Ring. Mas o constante bombardeio de informações, a vontade de ser famoso ou conhecido, ir a festas particulares, entrar em contato com pessoas desse meio é um sentimento frequente até no nosso cotidiano. Vários colegas meus, almejam e buscam isso de forma incessante.  Senti que a balança dos relatos da autora vão mais para Nick Prugo e Rachel Lee, porém aos poucos vamos conhecendo cada um dos integrantes. Nancy relata os motivos pelo qual faziam e como agiam.

O que deixa desejar no livro é que ele não tem uma ordem cronológica, ou seja, situações e episódios vão e voltam e por fim acaba deixando o leitor com um nó na cabeça. Em sua ideia e intenção é inteligível, porém em organização dos fatos, ficou bem confuso. Senti isso acontecendo em várias situações do meio para o fim do livro, no início achei muito bem construído. Embora, seja uma narrativa que dialoga com o leitor de forma bem plausível. Além de mostrar e relatar, ela compreendeu em sua essência a Bling Ring.

Quote Favorito

“Por que um bando de adolescentes que tinha tudo se arriscou para roubar roupas de algumas pessoas famosas?

Porém, ao passar por suas casas, ficou claro que os garotos não eram tão ricos como pareciam acreditar. Todos queriam que eles fossem jovens do tipo Gossip Girl, mas parecia que eles viviam mais como qualquer adolescente típico. – 39

Considerações Finais

Quem espera um livro com começo meio e fim, não é recomendado. O livro tem um viés jornalistico e antropológico. Além de falar da gangue Bling Ring, a autora critica e exemplifica os comportamentos dos jovens atuais na sociedade “democrática” americana. Seus pensamentos, seus objetivos e comportamentos.

comentário

  1. No começo eu fiquei super interessada, mas depois que foram soltando informações sobre a construção do livro eu desanimei. Eu confesso que não tenho “saco” para livros assim, com esse toque jornalístico, cheio de “recortes” de informações. Acho que vou ver o filme e pronto.
    #mejulgue

    Beijinhos flor!

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