Edição: 1
Editora: Globo Livros
ISBN: 9788525056122
Ano: 2014
Páginas: 664
Tradutor: Jefferson José Teixeira

Depois de inspirar filmes e mangás, o cultuado, violento e controvertido clássico japonês e best-seller mundial Battle royale ganha edição brasileira.
Em 1997, o jornalista e escritor japonês Koushun Takami sofreu uma grande decepção. O manuscrito de seu romance de estreia havia chegado à final do Japan Grand Prix Horror Novel, concurso literário voltado para a ficção de terror, mas acabou preterido. Não era para menos. Embora habituado a tramas assustadoras, o júri se alarmou com a história do jogo macabro entre adolescentes de uma mesma turma escolar que, confinados numa ilha, têm de matar uns aos outros até que reste apenas um sobrevivente. Detalhe: o organizador da sangrenta disputa é o próprio Estado japonês, imaginado pelo autor como uma totalitária República da Grande Ásia Oriental.
O livro, intitulado Battle Royale, só seria lançado em 1999, espalhando um rastro de polêmica – vendeu mais de 1 milhão de exemplares e foi comentado no Japão inteiro. A repercussão foi tão intensa que apenas um ano depois já eram lançadas as adaptações da história para o cinema e para os mangás – mais tarde, viriam sequências tanto na tela grande como nos quadrinhos. O filme, que tem no elenco o ator e cineasta cult Takeshi Kitano, chegou ao Brasil apenas em DVD, enquanto a série em mangá completa foi publicada aqui entre 2006 e 2011.

proibido

Introdução

Resumir essa trama é uma loucura. Afinal, ela é tão bem escrita, que chega a arrepiar. Mas em Battle Royale, temos uma premissa, um grupo de alunos pensa estar indo a uma excursão, mas o que não sabem é que caminham para uma ilha inabitada. E não é só isso, terão de batalhar entre si para sobreviver. 21 garotos e 21 garotas irão ter seus destinos mudados a partir daí. Interessante? Muito mais do que isso. O motivo? Só haverá um sobrevivente. Um livro extremamente volumoso (664 páginas) que vão e que deixam o coração literalmente explodindo a cada página.

Narrativa

A narrativa de Battle Royale é em terceira pessoa, ou seja, conhecemos cada participante que estão fora da visão do protagonista.

Aos poucos juntamente com os personagens vemos que eles tem de seguir severas regras. Resumindo em sua essência, eles tem de matar uns aos outros, não importa como e nem quando. Cruel? O prêmio para o último participante é a volta para casa e um cartão autografado pelo Supremo Líder. Ou seja, só haverá um sobrevivente. Cada um, ao receber seus kits, estão munidos de água, pão e uma arma diferente, ou seja, ninguém sabe a arma que o outro possui.

Senti a crueldade e frieza muito maior e mais voraz do que encontrei em Jogos Vorazes, Battle Royale, com certeza, ganha muito mais meu respeito do que o livro escrito por Suzanne Collins. É extremamente inteligente, focado e elevou na crueldade sem limites na trama. É preciso ser estômago e muita coragem, pra entrar nesse jogo. A batalha não é nada fácil.

Os nomes dos estudantes é um pouquinho complexo, ou seja, terá de ter uma memória incrível para conseguir captar a essência de cada um. Como são muitos personagens, é bom ler e ir anotando algumas coisas para não se perder no meio dos acontecimentos.

Diagramação

O capricho e a edição que a editora lançou estão impecáveis. O livro é bem volumoso, mas é impossível de largar até encontrar o seu desfecho. Simplesmente, perfeito!

Considerações Finais

Uma surpresa agradável, isso se resume a minha experiência com o livro de Takami. Eu não tinha tido contato com autores japoneses. Foi uma experiência tão positiva, que espero encontrar mais alguns.  Battle Royale foi lançado em 1999 (fez um grande sucesso), em 2000 foi criado um filme baseado em sua história (o filme também ganhou notoriedade). E somente agora, chega ao Brasil. Felizmente, tivemos a sorte da obra de Takami chegar até aqui. Imperdível.