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Pensei em várias histórias para contar sobre as minhas leituras dos romances da Harlequin. Foram ideias que brotaram aos montes, desde autoras que acabei descobrindo através das edições, dos sebos e bancas onde os encontrei, situações divertidas que ocorreram quando estava lendo algum ou conversas que tive bom jornaleiros ou pessoas aleatórias na banca. Mas achei pertinente contar um pouco sobre quando eu comecei a ler os livros.

Não é novidade, mas existem pessoas que ainda torcem o nariz para livros de banca. Sério, Amy? Sim, infelizmente existem. Eu desde pequena os olhava na banca e minha mãe falava: – Filha, você ainda é muito nova, esses livros são para adultos. Quando eu comentava que tinha vontade de ler algum livro, me diziam: – Isso é pornô. Ou até mesmo olhares meio estranhos pelo fato de estar lendo o livro em público.

Sempre tive curiosidade, olhava aquelas capas e tentava imaginar o que continha dentro dos livros.

Anos se passaram, deixei de ir muito a bancas. Quando surgiu um concurso no site Pausa para um Café, enviei a minha frase e ela foi a vencedora. Esperei ansiosamente o livro. Quando ele chegou as minhas mãos, olhei a capa por uns minutos, li a sinopse na contracapa e fui imersa naquela trama.

Essa experiência já faz algum tempo. Depois dela, resolvi conhecer outras histórias, outros temas, outras autoras. Foram surgindo uma gama de histórias de tirar o fôlego e o sono. O fato das narrativas serem bem curtinhas, me “forçavam” a ler o livro até o fim para que pudesse finalmente encontrar um final a aquele casal em questão.

Através das páginas conheci vários tipos de casais, situações e lugares. Fui levada para outras épocas, mundos, cidades, situações e vivências que seriam impensáveis/impraticáveis em uma vida só.

Os livros de banca propõem histórias que te levam a entender o verdadeiro significado do amor e da paixão. São histórias de pessoas que amam, se apaixonam fulminantemente e mesmo que não estejam predispostas a levar esse sentimento a diante, acabam sedendo ao que há de mais puro no ser humano: permitir-se viver o amor em sua plenitude.

Vivemos num mundo onde as notícias ruins lideram as páginas de qualquer jornal ou programa de tv. Vivenciar histórias emocionantes, fortes e intensas são um lindo modo de imaginar e vivenciar o bem. Tornar-se cada vez mais humano. Pois acredito que a cada dia nos tornamos mais robotizados com rotinas caóticas, falta de tempo e até mesmo de estresse.

Os romances de banca da Harlequin proporcionam momentos mágicos e nos levam a crer que histórias como aquelas, podem ser um refúgio e tanto. Ou até mesmo um remédio natural contra o tédio e o mau humor.

Aos que me olhavam torto ou diziam que os livros eram praticamente livros pornôs argumentando com suas frágeis opiniões. Leiam um romance de banca, conheçam o material. Tenho certeza que não ficarão somente em um livro e serão leitores assíduos, assim como eu.