Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575996
Ano: 2014
Páginas: 272
Tradutor: Edmundo Barreiros

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras que, cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao “Grande Talvez”.

proibido

Introdução

Em Quem é você, Alasca?, Miles Halter é um nerd de poucos amigos conhecido como, Bujão, coleciona últimas palavras de celebridades e se muda para um colégio interno, Culver Creek, no Alabama. Lá ele conhece: Chip Martin, mais conhecido como Coronel (seu companheiro de quarto) que apresenta Alasca Young (uma garota que um dia o ama e outro o odeia). Alasca em específico, tem seu drama: uma vida problemática mas que parece não se importar com isso, é bem extrovertida e é conhecida pelos trotes. Ela namora um garoto chamado Jake. Porém, não se pode mandar no coração. Miles se apaixona por Alasca, mas obviamente não se declara. Ele aos poucos vai decifrando Alasca e entendendo o motivo de tanto mistério por trás daquela garota.

Sobre John Green

Foto -John Michael Green

John Green cresceu em Orlando, Flórida, a uma pequena distância da Disney World. Se mudou para Ohio para cursar a universidade, onde estudou Inglês e Religião. Por vários meses após se graduar, John trabalhou como capelão em um hospital infantil. Enquanto estava lá, teve a inspiração para escrever seu primeiro romance, Quem é você, Alasca?, que se tornou um bestseller nos Estados Unidos e ganhou muitos prêmios literários, como o Michael L. Printz Award nos EUA e o Silver Inky Award na Austrália. O segundo romance de John, An Abundance of Katherines, foi publicado em 2006 e se tornou finalista do Los Angeles Times Book Prize e também nomeado livro de honra do Michael L. Printz. Paper Towns, publicado nos EUA em 2008, estreou em quinto lugar na lista dos mais vendidos do The New York Times e ganhou o Edgar Allan Poe Award pelo melhor romance de mistério. Em 2009, Paper Towns foi eleito em primeiro lugar por mais de 11 mil leitores no Top 10 dos Adolescentes da American Library Association.

No seu tempo livre, John é um grande fã do Campeonato Inglês de Futebol, mas ele não fala para que time torce, porque não quer alienar possíveis leitores. Ele admite, entretanto, ficar arrepiado toda vez que ouve: “You’ll Never Walk Alone” (Você nunca andará sozinho).

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Narrativa

Hoje, acredito que somos mais do que a soma das nossas partes.”

A narrativa é divida em duas partes: a formação desse grupo (os papéis que cada um desempenha nele) e as mudanças drásticas que ocorrem nesse grupo (como reagem e agem a partir de um evento trágico). Narrado em primeira pessoa e não apresenta capítulos.

O que acho mais engraçado dos livros do Green, é que é impossível não gostar de algum personagem. Todos são agradáveis à sua maneira. Tem seus defeitos expostos, mas mesmo assim, são confiáveis e interessantes. São personagens de fácil identificação e afeição. Nesse livro não é diferente. Miles, Alasca, Takumi, Lara e Coronel são extraordinários.  Nada na narrativa de Green deixa pontas soltas, pelo contrário, até os próprios vícios dos personagens, fazem um sentido complexo na narrativa. Como por exemplo, a coleção de últimas frases de Miles, ganha um significado muito forte ao final do livro, como também, o influencia a premissa de mudar da Flórida para o Alabama. Alasca já me ganha em buscar uma resposta do livro do Gabo, O General e o seu labirinto.

É um livro forte. Em que sentido? Ou você o amará ou odiará. Não existe meio termo.

Diagramação

Embora não seja minha capa favorita, a diagramação interna não deixou a desejar. O livro está bem revisado e não encontrei erros que comprometeram a leitura.

Considerações Finais

Eu mudei o meu livro favorito do John Green. Antes era Papertowns, agora: Quem é você, Alasca? é o meu queridinho.

O que torna Quem é você, Alasca? tão especial? Bom, ele aborda diversos temas recorrentes na adolescência de modo questionador e não moralizante. Discussões sobre drogas, sexuais, grupos e amizades são levadas de modo bem aberto. É a obra prima de Green. Ele lida com temas pesados de modo sutil, mas nesse em específico, não se incomoda em carregar em carregar um fardo mais pesado ao leitor que se encanta tanto com a história que sofre com o seu final.

“As últimas palavras de Thomas Edison foram: “O outro lado é muito bonito.” Eu não sei onde fica o outro lado, mas acredito que seja em algum lugar e espero que seja bonito.”