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Esse mês, a Editora Arqueiro irá lançar uma duologia chamada Intenso e Profundo, escritos por Robin York, e que abordam um tema em evidência na mídia: revenge porn (vingança pornô).

Caroline Piasecki vê sua vida se transformar em um pesadelo quando o ex-namorado espalha fotos dela nua na internet. Desesperada, ela tenta fazer com que as imagens sumam da rede e, ao mesmo tempo, tem que se defender da multidão de pessoas que a julgam. Um dia, quando um cara que ela mal conhece sai em sua defesa, tudo muda de repente.

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O termo revenge porn, não é algo novo… mas está sendo frequentemente discutido, pois os casos estão aumentando cada vez mais. Eu tive o conhecimento do termo, quando vi uma notícia falando sobre um site gringo, onde você poderia se vingar do seu parceiro(a) através do site, divulgando sua história e as fotografias da pessoa, para que todos possam ver. Com a facilidade da veiculação de conteúdos pela internet através de vários dispositivos. Centenas de casos ocorrem de um dia para o outro. E pra variar, além dos relatos e ameaças nas redes sociais, existem sites que incitam desse tipo de conduta: querer vingança pelo que o namorado(a) fez com ela(e).  Eu não sei ao certo a porcentagem de homens e mulheres que praticam esse crime. Mas acredito que as vítimas em sua maioria são mulheres.

Infelizmente, os relacionamentos nem sempre acabam bem, alguns tendem a ser mais conturbados que os outros. A exposição de fotos e vídeos na internet, é uma das coisas que a tecnologia facilitou. Um jeito de se manter livre desse pesadelo, pode parecer simples, mas quando estamos apaixonados, nem sempre pensamos nas consequências, os casos noticiados, podem e servem de alerta.

Já vi casos entre amigos em que isso viralizou e tomou uma proporção bem séria. A ponto da vítima ter depressão, viver sob medicamentos e longe da vida online. É preciso tomar muito cuidado com quem se relaciona, alguém impor e pedir fotos de cunho sexual, é ridículo. Na melhor das hipóteses, explique não fará esse tipo de foto, pois não quer passar pelo mesmo que outras pessoas passaram, mencionando casos. No meu caso, sempre deu certo. Em nenhum momento, divulguei ou enviei fotos pra um namorado. Existem casos, em que a vítima não sabe que foi filmada ou fotografada, mas cabe processo e uma condenação por tal ato, com o agravante maior, por conta de tirar algo que não sabia que estava sendo gravado.

Não é fato exclusivo do Brasil, mas as penalidades pra esse tipo de crime são muito brandas, inclusive nos EUA (apenas 26 estados tem leis sobre o revenge porn – dados: http://www.endrevengeporn.org). Aqui, o processo judicial é muito lento e as indenizações são ridiculamente baixas.

Em apenas uma frase, é preciso dizer que: Todo cuidado é pouco.