A Árvore da Mentira

ISBN-13: 9788542807950
ISBN-10: 8542807952
Ano: 2016 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Novo Século

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Introdução

Após ler Canção do Cuco e ter uma primeira boa impressão com a escrita de Frances, me arrisquei e fui direto a A árvore da Mentira.

Em A Árvore da Mentira, a trama começa quando os Suderly’s chegam a Vane, uma pequena ilha. O pai, Reverendo Erasmus, foi convidado para participar de uma escavação. Faith, a filha, percebe que desde que chegaram a pequena ilha, seu pai tem agido de forma bem estranha. Enquanto isso, há boatos de que Erasmus é uma fraude, deixando os habitantes receosos tanto a ele quanto a sua família. Ele fica recluso por um tempo e Faith se depara com seu pai totalmente fora de si. Algum tempo depois, ele aparece morto. Quando Faith pega os documentos do pai ela encontra anotações sobre a Árvore da mentira e resolve usá-la para descobrir o assassino do pai. Mas para descobrir a verdade, a árvore precisa gerar um fruto. E para gerá-lo, a árvore necessita se alimentar de mentiras. Portanto, Faith começa a inventar muitas mentiras. E quando as consequências são grandes, Faith continua, colocando-a em perigos reais.

Sobre Frances Hardinge

Frances Hardinge é uma escritora de chapéu preto. Rumores dizem que ela é totalmente feita de veludo. Fontes confiáveis – que preferiram não se identificar – afirmam que ela tem uma irmã gêmea do mal que se veste de branco (mas não usa chapéu). Tais informações não puderam ser apuradas.

Frances nasceu em Kent, Inglaterra, onde o vento uivava, e sempre gostou de histórias sombrias. Ganhou notoriedade com a obra juvenil “Fly by Night”, traduzida para mais de 15 idiomas e vencedor do Branford Boase Award 2006.

Edições estrangeiras

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Narrativa

Faith é uma personagem bem observadora, questionadora e em alguns momentos inconsequente. Ela vai com tudo para descobrir quem matou o pai, pois ela acredita piamente que não foi acidental. Uma série de descobertas vão tornando a narrativa ainda mais viciante. Não existe óbvio e o timing é perfeito. Os personagens secundários também são tão interesssantes quanto os próprios Sunderly’s. Gostei de vários personagens e todos eram suspeitos.

Projeto gráfico

Gostei bastante do projeto interno, porém, não gostei da capa do livro. Não sei se foi a imagem os as cores, no geral, a edição é boa.

Considerações finais

A Árvore da Mentira, com uma narrativa bem distinta do livro anterior, linear, objetiva e bastante envolvente. Fiquei apaixonada pelos personagens que a autora consegue criar de um jeito único e ao mesmo tempo, tão carismáticos. Uma narrativa criativa, bem construída e cheia de reviravoltas. Frances me ganhou mais uma vez.