Filha da Ilusão

ISBN: 9788565859295
Ano: 2014 / Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Valentina

Filha da Ilusão – Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920. Como filha ilegítima de Harry Houdini – ou pelo menos, é o que Marguerite alega – os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truqye mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro.

Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas. E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar?

proibido

Introdução

Eu sou uma pessoa suspeita quando o assunto é ilusionismo. Sou fascinada tanto pelos livros, textos e filmes do tema. Em Filha da Ilusão, não foi diferente. Assim que soube que a trama abordava o tema e também correlacionava a Harry Houdini, foi paixão à segunda vista.

Em Filha da Ilusão, Anna Van Housen, é uma garota de 16 anos com poderes muito peculiares: ela tem visões de coisas que estão prestes a acontecer, pode se comunicar com os mortos e pode captar/sentir as emoções de outras pessoas. Além disso, ela é uma ótima ilusionista, faz vários truques de mágica e é assistende de sua mãe, Madame Margueritte, que é uma mentalista (ou pelo menos finge muito bem que é uma) e ambas dependem do show para viver. Com seus poderes, ainda não revelados pois seria de muito risco, Anna não gosta de não ter uma vida normal. A trama se passa nos anos 20 e Anna é supostamente filha “bastarda” de um dos maiores mágicos do mundo, Harry Houdini. A trama ganha corpo quando Cole, vai morar num andar de baixo do seu onde ele a apresenta a uma sociedade secreta que estuda dons parecidos com os seus. Porém, em quem ela pode confiar? Sua mãe lhe conta a verdade sobre o seu pai? Seu segredo está seguro? Todas essas perguntas são frequentes durante a narrativa.

E posso adiantar, essa foi uma das melhores leituras que fiz no mês e me cativou de tal forma que será difícil outro livro no tema me propor algo tão incrível e bem escrito.

Sobre Teri BrownTeri Brown

Teri Brown tem muito orgulho de seus dois filhos, mas logo em segundo lugar vem o fato de já haver saltado de paraquedas e zerado o Legend of Zelda. Ela adora escrever, é fã de heavy metal, detesta matemática, devora livros, pilota fogão, cria gatos e é cem por cento urbana. Teri vive com o marido e um mundo de bichos de estimação em Portland, Oregon.

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Capas pelo Mundo

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Narrativa

A narrativa é feita sob o ponto de vista de Anna e posso dizer que ela é uma personagem bem peculiar. Desde o início tive um carinho muito grande pela mesma. Ela é uma jovem corajosa e um pouco diferente das personagens atuais, por ser uma garota dos anos 20, ela me passou tamanha maturidade e em alguns momentos, ousadia. As divergências que existem entre mãe e filha são notáveis, Anna se sente mal por iludir pessoas e ela busca uma vida normal, porém, nada de normal acontece na vida dela. A autora promove vários desafios na vida da personagem e que tornam a leitura muito mais fluída. Os elementos do ilusionismo são incorporados de modo gradual e bem aprofundados. É possível ver a imersão de conteúdos estudados pela autora durante o livro. Ou seja, não é um tema de enfeite, é muito mais profundo. Gosto da maneira como ela conduziu a narrativa, por ser um primeiro livro de uma série, é difícil poder incorporar muitos temas, porém, Teri o faz com muita facilidade. Os personagens secundários são bem desenvolvidos, principalmente Cole e Margueritte.

Diagramação

A diagramação do livro é impecável, não foi encontrado nenhum erro drástico durante a leitura. O que peca um pouquinho é o tamanho da letra que é reduzido, porém, a narrativa é tão intrigante que passa quase dispercebido. Adoro a capa do livro, tenho certeza que ela é um atrativo muito grande quando se vê nas livrarias, o cuidado da editora é notável.

Considerações Finais

Fiquei tão fascinada com o tema e a proposta de narrativa de Teri, que mal posso esperar pelos próximos livros da autora. Espero que a Valentina continue os publicando, pois foi uma grata surpresa. Além de me encantar pela parte gráfica, a narrativa tem uma riqueza e uma magia sem fim. Altamente recomendado pra quem se interessa pelo tema. Anna Van Housen é, sem dúvida, uma das melhores protagonistas atuais.