Bela Maldade

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570816
Ano: 2011
Páginas: 302
Tradutor: Maria Luiza Borges

Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada…

proibido

introdução

Era um livro o qual eu namorava na estante de livrarias e na bienal tive a oportunidade de comprá-lo por 8 reais. E afirmo, esse livro vale muito mais do que isso. Posso explicar o motivo. E através dessa resenha, vou.

narrativa

A narrativa de Rebecca me fez lembrar de um dos meus seriados favoritos, não é pelo misticismo da obra, mais sim pelo ambiente em que acontecem as coisas. Me senti uma cidade pequena de interior dos EUA. Embora não se passe lá, a imagem ficou bem marcada na minha mente. Alice é uma personagem que eu detestei desde o início. Talvez eu já estava pré disposta a fazê-lo. Porém, é o tipo de personagem do qual peguei impatia logo de cara, pelas suas atitudes, o fato de ser grugenda e muito extrovertida. Eu sempre desconfio de pessoas que se apresentam dessa forma, sempre acho que tem algo ali no fundo que de fato a incomoda. Em Bela Maldade, não foi diferente. A amizade de Katherine com Alice não é sadia desde o início, é como se uma bola de neve fosse formada. Katherine tem um passado que tenta esconder e quando revela a Alice, comete um dos piores erros da sua vida. Corre risco e a amiga dedicada e extrovertida, vira uma perversa e maldosa inimiga. Os capítulos variam da história, ou seja, contam episódios depois da morte de Alice, durante amizade dela e Katherine, as perversidades de Alice e o passado de Katherine. Isso no começo causa um pouco de confusão, mas depois se acostuma e ocorre um misto de ansiedade para pegar determinada história. Confesso que o passado de Katherine me provocava arrepios. É o tipo de livro que te deixa apreensiva e louca para dar um fim na história.

momento macchiato

“Mas eu não sou mais Katie, sou Katherine – e esta noite, pela primeira vez na minha vida, não desejo ser nenhuma outra pessoa.” – pág 179

considerações finais

Um livro muito gostoso de ser lido, embora as cenas contidas nele. sejam crueéis. A moral presente é aceitável. Pois vivemos num mundo onde as pessoas estão prédispostas a crueldade, embora não se mostrem dessa forma de ínicio. Temos de ter muito cuidado para quem contamos coisas, acreditamos e confiamos. Poderemos ser vítimas a qualquer momento.