Cuco –  Julia Crouch 
Cuco

Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630229
Ano: 2012
Páginas: 464
Tradutor: Tiago Novaes Lima

Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

proibido

Introdução

Julia Crouch virou uma polêmica entre os blogueiros brasileiros, eu não sei ao certo o que houve. Confesso que demorei a lê-lo após bastantes críticas negativas ao livro da autora. Peguei-o descomprimissadamente e não é que eu gostei?

Narrativa

A narrativa de Julia é bastante boa de ser lida, foram em poucas horas dizimada pela minha leitura voraz.

Achei o livro com a história super amarradinha, envolvente, cruel e bastante misteriosa. O livro carrega bastante nos acontecimentos. Você torce para qu Rose descubra a tempo, porém Polly conseguiu me proporcionar asco e raiva. Os personagens criados pela autora são bastante marcantes. Foi o que me encantou no livro. Polly é pertubadora… altruísta e muito perversa.

Existem momentos em que a coisa vira meio que novela mexicana, porém outros são tão bons e tão fluídos que a vontade é pegar a Polly pelos cabelos.

Comigo ocorreu como quando o livro tem prende tanto que você não o larga antes de terminar. Foi minha leitura voltando de uma viagem e foi bem descontraída apesar do clima sobrenatural que ronda a trama.

Quote favorito

“Com Flossie ainda presa ao seu corpo, sentou-se à mesa da cozinha e olhou pela janela, para a edícula, onde podia ver a silhueta de Polly pela janela da sala-quarto, com o violão no colo. Parecia que ela a estava observando fixamente” – pág 241

Considerações Finais

Para alguns leitores, ele não funciona. Simplesmente pelo fato de alguns manterem uma linha de pensamento pautada na racionalidade. Existem livros que são feitos pra ser sentidos e vividos. Esse livro, é mais que um alerta aos convites que fazemos. Mas para ficarmos espertos que o ser humano é capaz de fazer de tudo para arruniar e conquistar o que se deseja. Ou seja, você acha que está tudo bem, até alguém chegar na sua vida e torná-la desagradável. Portanto, muito cuidado com escolhas e convites. Podem se arrepender. Eu me arrependeria, de não ter lido o livro. Pois vivemos numa sociedade em que quase tudo é permicivo. Talvez seja esse o grande motivo do descontentamento de quem lê, estar tão próximo do real e tão paupável igual o papel.