Garotas de Vidro – Laurie Halse Anderson 

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Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630113
Ano: 2012
Páginas: 272

“Lia e Cassie são amigas há anos, ambas congeladas em seus corpos. No entanto, em uma manhã, Lia acorda com a notícia de que Cassie está morta, e as circunstâncias de sua morte ainda são um mistério. Não bastasse isso, Cassie tentara falar com Lia momentos antes, para pedir ajuda. Lia tem de lidar com o pai, que é um renomado escritor, sua madrasta e a mãe, uma cardiologista que vive ocupada, salvando a vida dos outros. Contudo, seu maior tormento é a voz dentro de si mesma, que não a deixa se esquecer de manter o controle, continuar forte e perder mais, sempre perder mais, e pesar menos. Bem menos.”
proibido

Introdução

Foi o primeiro livro que li dos lançamentos de Maio da Editora Novo Conceito. Ele me chamou atenção tanto pelo nome quanto pela temática que abordava. Felizmente é um livro muito interessante e nada cansativo. A leitura foi tranquila e rápida pois a trama sugere algo bem sucinto e objetivo.

Narrativa

Como disse anteriormente, Laurie adota uma narrativa linear, objetiva e dotada de muita repetição de palavras. Gosto da técnica, acredito que funciona bem. Ela é direta e reta. Lia é uma personagem muito marcante. Sua doença é algo que me toca profundamente, pois anorexia é uma das doenças mais dramáticas que tenho por conhecimento. Só realmente sabe quem passa pela situação, pois acredito que muitos acreditem que é frescura ou besteira. A perda de Cassie e aparição da mesma teve uma importância máxima, a culpa e os momentos em que ela é inserida ajudam Lia a tomar sua própria decisão e que rumo quer tomar pra sua vida após momentos nada agradáveis, seja na escola, seja na separação dos pais e o  sentimento que nutrem por ambos, algo que é bem diferenciado pela mesma. Ela tem mais afinidade com o pai do que com a mãe, até porque não a chama por mãe e sim pelo nome com um doutora na frente.

Momento Macchiato

“Meu estômago de rato cor-de-rosa gosta de ser pequeno e vazio. Ele me odeia por me entupir com toda aquela comida. Eu me deito no sofá, me cubro com o cobertor elétrico e tento não me mexer.” – pág 154

Indicado para

aqueles que tem estômago de encarar a realidade de uma garota que possuí um distúrbio e necessita de atenção e compreensão. Alguém que seja sensível e que se permita ser inserido em uma vida nada feliz. Onde felicidade é chegar ao mínimo de gordura e peso possível.