Nunca Diga Adeus – Doug Magee
Nunca Diga Adeus
Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580410488
Ano: 2012
Páginas: 240
Tradutor: Celso Nogueira

Com apenas 9 anos, Sarah está prestes a viver uma grande aventura: vai viajar sem os pais pela primeira vez na vida. A viagem tinha tudo para ser feliz e inesquecível, mas logo se transforma num terrível pesadelo. Sem o marido para ajudá-la, Lena, mãe de Sarah, confere e assina os documentos autorizando a ida da filha. David saiu de casa cedo dizendo que recebera uma ligação do trabalho. Mais uma desculpa esfarrapada que ela não engoliu. O casamento está em crise, mas ela acredita que os dois vão conseguir se acertar no período em que a menina estiver fora. Já pensando nos momentos a sós com o marido, Lena entra em pânico quando uma segunda van chega para buscar Sarah. Pouco depois, ela descobre que o primeiro motorista não faz parte da equipe do acampamento e que sua filha e outras três crianças foram sequestradas. Após algumas horas, os criminosos enviam um e-mal exigindo 1 milhão de dólares para libertar as vítimas. Mas as condições para a entrega do dinheiro lançam suspeitas sobre alguns dos pais, e os casais começam a se voltar uns contra os outros, expondo seus segredos e relacionamentos já desgastados. Neste suspense de tirar o fôlego, o desespero e a ganância levam algumas pessoas a tomar decisões impensáveis. Mas a fé e a intuição sempre podem superar as dificuldades.

proibido

Introdução

A temática do livro me chamou bastante atenção. A sinopse fala muito do cenário que é travado pela narrativa de Doug.

Narrativa

Mesmo que muitos achem que isso não acontece com facilidade, temo em dizer que acontece sim. E nem sempre é com um final feliz. Doug faz uma narrativa chamativa, atraente e que provoca N sentimentos durante a leitura. As crianças embora tenham sido sequestradas, são muito inteligentes. E ao longo da trama vai sentindo um carinho por eles e torce para que os achem a tempo. Pois passar por um sequestro não é algo que se planeja. É interromper esse laço com a família durante o tempo, é querer ser achado e não saber onde está. Ainda mais no ponto de vista dessas crianças que estavam indo para um acampamento, só que foram pra outro lugar onde não tinham a quem pedir socorro. O leitor também entra em desespero pelos pais que quando sabem o que aconteceu com seus filhos obviamente, ficam tensos e procuram a melhor forma de obtê-los de volta. Sarah é uma fofa e acaba se tornando porta-voz daquelas crianças. Além desse cenário de desespero e de busca de respostas, acontece outras ações menores, porém importantes pra desenvoltura do caso. O sequestro acaba por unir as famílias e que elas reflitam sobre o comportamento delas durante esse período difícil. Falar de um assunto tão delicado em dois cenários, ver o sofrimento e a tortura em achá-los só acrescentou. Ninguém sabe de imediato suportar a dor de perder alguém, quando há a esperança de que estejam bem isso se intensifica. Lenna acha não ser mais possível ter Sarah aos seus braços. Tendo em vista que no Brasil – embora a narrativa se passe nos EUA, é universal –  aos finais de semana no shopping 3 a 5 crianças ficam perdidas, todo o tipo de hipótese é cogitada. Todos estão vulneráveis desses acontecimentos. Temos de nos precaver em tudo.

Quem não é de São Paulo, talvez não saiba do sequestro da menina Brenda que por sorte foi encontrada. Ela foi tirada da mãe em um momento de distração, o sequestrador cortou o cabelo dela, ele foi parado por policiais, mas os deixaram ir. Todos os pais têm de ter atenção em seus filhos quase 110% do tempo. É complicado, mas pode acontecer com qualquer um. Infelizmente.

Momento Macchiato

“Que tipo de gente sequestra nossos filhos, acaba com qualquer expectativa, faz gato e sapato da gente, estimula a incerteza e aumenta a angústia com relação ao destino das crianças? Era o que se perguntavam ao sair de casa.” – pág 54

Considerações Finais

É um livro que você devora e quando vê já está no fim. Acaba por gostar como a narrativa flui, pois você torce por esse final. Minuto a minuto, página por página. É indiscutivelmente bem escrito. Ponto para DOUG!