O Rei Perverso
ISBN-13: 9788501303516
ISBN-10: 8501303518
Ano: 2020 / Páginas: 308
Idioma: português
Editora: Galera Record

Introdução

O segundo volume da continuação de O príncipe cruel, foi aguardada por todos os fãs da autora, eu me incluo nisso. Se você gosta de tensão e uma narrativa agitada, leia o primeiro volume da trilogia O povo do Ar. A resenha não terá spoilers do livro anterior, assim podem ler tranquilamente, sem pegar algo sem querer. =D 

Em O Rei Perverso, Jude Duarte, precisou aprender muitas lições, para sobreviver no reino das fadas. A mais importante delas veio de seu padrasto: o poder é bem mais fácil de adquirir do que de manter. Ela achou que, depois de enganar Cardan para que ele jurasse obedecê-la por um ano e um dia, sua vida se tornaria mais fácil. Mas ter qualquer influência sobre o grande rei de Elfhame parece uma tarefa impossível, principalmente quando ele faz de tudo em seu poder para humilhá-la e prejudicá-la, mesmo que seu fascínio pela garota humana permaneça intacto.

Agora, com as ondas ameaçando engolir a terra e um alerta de traição iminente, Jude precisa lutar para salvar a própria vida e a daqueles que ama, além de lutar contra seus sentimentos conflituosos por Cardan no meio-tempo. Em um mundo imortal, um ano e um dia não são nada (MESMO).

Sobre Holly Black

é uma escritora norte-americana que mora em West Long Beach, New Jersey. Ela ficou mundialmente famosa após escrever a série de livros As Crônicas de Spiderwick.

Narrativa

A genialidade de Holly Black cativar o leitor com personagens maravilhosos, não é algo que seja novo pra quem já acompanha as obras da mesma. Os jogos de poder em meio a fantasia, funcionam muito bem no primeiro, neste segundo e espero que no terceiro também. Quase tudo, é extremamente planejado, acredito que Holly Black teve que fazer um “mindmap” pra isso acontecer sem buracos na narrativa que fossem notados com facilidade. O que felizmente, não ocorreu. Jude foi uma das poucas protagonistas que me encantei logo de cara, ela é muito parecida comigo em muitos aspectos, principalmente, por não deixar o que aflige muito tempo, sabe? Ela vai lá e resolve. O fato deste livro, propor uma busca praticamente individualizada dos personagens, acabou por dar destaque aos personagens secundários, com mansão ao Madok e Balekin. A escrita de Holly Black é inflamável. 

A única sacanagem é que o fim do livro deixa o leitor ávido pelo próximo, ou seja, teremos que esperar. Mas, acredito que vai ser outro livro incrível da autora, pois essa trilogia, realmente, mexeu com todos os sentimentos mais profundos de um leitor voraz.

Projeto gráfico

Eu gostei bastante da capa do livro, e também gostei que mantiveram um padrão bem próximo do primeiro volume. A capa pode ser um pequeno spoiler do que está por vir, mas de fato, não pensaria em algo diferente. Quem teve a ideia da mesma, realmente tem meu respeito. A diagramação é agradável, sem muitos detalhes, mas facilita a leitura.

Considerações finais

O Rei Perverso, é o segundo livro da trilogia, e acabou por ser o meu favorito até o momento. Se estou ansiosa pelo próximo? Sem dúvidas, pensa em algo que mexeu com o imaginário e que provou que não tenho problemas cardíacos. Ainda bem. Ansiosa pelo próximo!