O Toque da Vampira

ISBN: 9788542801675
Ano: 2014 / Páginas: 328
Idioma: português
Editora: Novo Século

O Toque da Vampira – Anna Marie é uma garota estranha. Ela se veste… de maneira diferente: coberta dos pés à cabeça, sendo seu rosto a única pele à mostra. Mas ela não tem escolha. Sua pele, seu toque, é uma arma mortal que deve ser escondida. Um acidente leva Anna Marie a fugir para o Mississippi. Lá ela conhece James, e tudo muda. Ele é simplesmente igual a ela: solitário, e também em fuga. Para escapar da misteriosa e perigosa família de James, a dupla põe o pé na estrada e, à medida que atravessam o país, passam a compartilhar seus passados repletos de segredos. “Uma interessante faceta da Vampira, e de como seus poderes a levam para um caminho que eu jamais teria imaginado.” Chris Claremont, coautor de Dragon Moon e escritor por dezessete anos de Astonishing X-Men. “Um capítulo perdido do passado de Vampira, contado com elegância, segurança e atenção aos detalhes. Extremamente divertido!” Mike Carey, autor dos livros da série Felix Castor e escritor de X-Men:Legacy.

Introdução

Sempre fui fascinada pela personagem da Vampira, quando soube que a Novo Século ia ter um selo só da Marvel e começar com esse livro, fiquei muito curiosa pra saber como seria a narrativa. Confesso que não me decepcionei *tanto*, porém, é totalmente diferente do que imaginava.

Em O Toque da Vampira, Anne Marie tem um dom (maldição?) em que apenas o seu toque pode causar muitos danos. A primeira vez que isso aconteceu, foi com seu melhor amigo e o deixou em coma. Sendo assim, ela fugiu de sua cidade e foi viver em outra cidadezinha no Mississipi. Agora, ela se cobre inteira e chama atenção justamente por isso, utilizando muito couro e luvas para impedir que outras pessoas se machuquem. Lá ela consegue um emprego numa confeitaria a noite, assando bolos. Em uma noite qualquer, ela conhece James, por seu jeito e vestimentas estranhas, ela acaba sendo demitida do trabalho e acidentalmente deixa sua ex-patroa em coma. Com isso, James e Anne Marrie (vulga Vampira, apelido escolhido por James), embarcam pra uma viagem às pressas e com poucos objetivos. Aos poucos, ambos vão se conhecendo e a trama ganha corpo.

Capas pelo mundo

Rogue Touch

Narrativa

A narrativa não é nenhum pouco cansativa. É um livro leve e “bonitinho”. A sensação é a de que tornaram a trama mais “menininha” para uma maior aproximação da personagem em relação a leitora. O que o universo marvel / x-men tem a ver com a trama? Só a protagonista.

Anne Marie é uma personagem ultra insegura, desastrada e um pouco – pouco mesmo – birrenta.
James (Touch) é pouco explorado, só ao final consegui compreendê-lo , no início ele é puro mistério. Não digo início, lá pro meio, ainda continuamos sem saber muito sobre ele. A inclusão de outros personagens se tornou necessária, porém, não foi bem trabalhada nesse quesito. A premissa fica bem a desejar ao concluí-la. Fiquei me perguntando: – será que é só isso? Não pode ser… Voltava e não encontrava nada a mais.

A extensão de capítulos pode ser considerada um problema, a sensação que dá é a de que a trama seria facilmente um conto e não um livro cheio de acontecimentos sem muito impacto. O romance passa um pouco do ponto e torna a premissa ainda mais falha.

Diagramação

Gosto da capa, chamativa, a combinação de cores que utilizaram para iconizar a personagem, a diagramação está ok, não tive dificuldades ao ler, pelo contrário, flui bastante.

Considerações Finais

Poderia ser um conto, mas não foi. Esperava algo mais profundo da personagem, encontrei uma história rasa. Mas, bonitinha. Nada que se assemelhe a qualidade da “construção narrativa” dos quadrinhos. Porém, pode ser levada como uma fanfic, pinçando um momento que poderia ter sido vivido pela personagem enquanto ela tenta lidar com o seu poder.

Uma dica: Não levem a trama como uma estória da personagem Vampira, levem como um romance de uma pessoa que possui dons, se for comparar histórias, provavelmente, vai se decepcionar.