ISBN: 9788556510181
Páginas: 384


Introdução

Em Último Turno, Brady Hartsfield está de volta. Após 5 anos em uma clínica de traumatismo. Quando ele retoma a consciência, ele ganha um poder bem perigoso: o de induzir mentes a seu favor.  Brady quer vingança. Brady quer que Bill sofra. Holly, Jeremy e Bill são chamados para uma cena de um jovem que acaba por cometer suicídio e isso tem ligação com o Mr. Mercedes.  Preparados para mais um livro viciante e insano?

Se sentiam falta do sobrenatural nessa trilogia, já logo aviso, aqui você terá isso de sobra. 

Esse é o último livro da trilogia Bill Hodges, se quiser ler a resenha do primeiro Mr. Mercedes e o segundo Achados e Perdidos.

Sobre Stephen Edwin King

Stephen King era um leitor fanático dos quadrinhos EC’s horror comics incluindo Tales from the crypt, que estimulou seu amor pelo terror. Na escola, ele escrevia histórias baseadas nos filmes que assistia e as copiava com a ajuda de seu irmão David. King as vendia aos amigos, mas seus professores desaprovaram e o forçaram a parar.

De 1966 a 1971, Stephen estudou Inglês na Universidade do Maine em Orono, onde ele escrevia uma coluna intitulada “King’s Garbage Truck” para o jornal estudantil, o Maine Campus. Ele conheceu Tabitha Spruce lá e se casaram em 1971. O período que passou no campus influenciou muito em suas histórias, e os trabalhos que ele aceitava para poder pagar pelos seus estudos inspiraram histórias como “The Mangler” e o romance “Roadwork” (como Richard Bachman).

Narrativa

A trama funciona bem, os personagens vão ganhando mais intensidade. Brady é um personagem que sempre me amedrontou. Quando ele volta com tudo, isso piora com o poder que lhe é dado sem explicações. Bill é um personagem que eu fui aceitando aos trancos e barrancos, mas que no fim, não decepciona. Holy é uma surpresa e tanto, mesmo chegando timidamente, aos poucos foi se firmando cada vez mais e se tornando peça chave pra trama decolar.

Projeto gráfico

É a capa que mais me agradou e a diagramação segue o mesmo padrão das anteriores.

Considerações finais

Último Turno, fecha muito bem a trilogia. Não é nem de longe o melhor, mas deu ao leitor aquele gostinho bom de final. Mas que no fim, poderia ter mais páginas e mais acontecimentos.

Eu sei que é difícil, mas quando um autor escreve muitos livros e mexe com as expectativas do leitor é preciso cautela. Achar traços ou não de livros anteriores, podem comprometer a experiência como um todo. King não pode acertar sempre, mas no geral, se aventura bem em um final que claramente não é óbvio a todo leitor fanático do autor.