Edição: 1
Editora: Rocco
ISBN: 9788562500619
Ano: 2014
Páginas: 50
Tradutor: Clarice Lispector

O cachorro Ulisses pede para sua dona Clarice escrever o que ele viu no quintal da vizinha. Numa de suas fugas de casa, Ulisses, que era muito peludo e tinha um olhar observador de gente de verdade, descobre que da união entre o sentimento de inveja e as idéias de más companhias só sai fruto ruim.

proibido

Introdução

Quando soube desse lançamento, fiquei bastante curiosa para lê-lo. Motivo? Adoro Clarice e nunca havia lido nenhum livro dela voltado a esse público. O que posso logo de cara dizer é que: Amei. O livro é bastante reflexivo ao mesmo tempo, sofisticado, pois Clarice – ou melhor Ulisses – o cão que pede para Clarice escrever esse livro, não subestima a inteligência de um pequeno leitor. Pelo contrário, complementa suas observações do cotidiano com bastante riqueza de detalhes.

Narrativa

A narrativa é bastante descritiva, Clarice faz um excelente trabalho. O livro até tem um tom um pouco “adulto” na escolha de algumas palavras e frases ao longo da narrativa, o que a torna tão prazerosa para o adulto que está lendo o livro para uma criança. A experiência com o livro infantil da autora foi ótima. Ela realmente sabe escolher as palavras e situações para incorporar no livro. Ali, Ulisses, um cão com um dom de inteligência e comunicação com sua dona, ganha voz. Situações presentes na vida desse cão, são descritas com muita propriedade. O livro é encantador.

Diagramação / Ilustrações

A diagramação é riquíssima em detalhes, o livro é em capa dura, de um tamanho diferente (quadrado), as imagens conversam harmoniosamente bem com a escrita. A ilustradora conseguiu captar bastante da essência de Ulisses, ao final do livro temos uma foto do cão e realmente, ficou bastante próximo do famoso cão, bastante inteligente e com o dom de permitir sua amada dona a escrevê-lo.

as mãozinhas de Clarice em sua máquina de escrever
Ulisses observando Oníria

Considerações Finais

O livro é uma graça e um presente muito bom aos pequenos leitores e aos mais velhinhos que adoram as palavras doces e reflexivas de Clarice. Ops, na visão de Ulisses.

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