A Menina Que Brincava Com Fogo


ISBN-13: 9788535926170
ISBN-10: 8535926178
Ano: 2015 / Páginas: 608
Idioma: português
Editora: Companhia das Letras

 

“Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander, protagonista de A menina que brincava com fogo, de Stieg Larsson. O autor – um jornalista sueco especializado em desmascarar organizações de extrema direita em seu país – morreu sem presenciar o sucesso de sua premiada saga policial, que, somente na Europa, já vendeu mais de 6,5 milhões de exemplares. Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, que sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes – um Colt 45 Magnum – não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça – a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis – e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

Introdução

Dando continuidade, já que li o primeiro volume e resenhei pra vocês há alguns dias. Hoje é dia de falar sobre o segundo volume ♥ YAY!

Em A Menina que brincava com fogo, a trama não é mais focada em Mikael e sim em Lisbeth Salander. Ela está sendo procurada pela polícia pois é acusada de assassinato e por outras pessoas perigosas. Claro, Mikael terá de correr contra o tempo e provar a inocência da moça.

Sobre Stieg Larsson

Karl Stig-Erland Larsson , mais conhecido como Stieg Larsson, foi um jornalista e escritor sueco. Destacou-se no cenário internacional pela trilogia Millennium, de sua autoria e lançada postumamente. A Trilogia foi um sucesso de crítica e de público em todos os países em que foi lançada. Em seu país de origem, Suécia, uma em cada quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série. Larsson viveu boa parte de sua vida na cidade de Estocolmo, tendo trabalhado no campo do jornalismo e sido pesquisador independente do extremismo político em seu país.

Edições estrangeiras

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Narrativa

A trama é bem mais ágil, pois a escrita de Larsson tem um padrão viciante. Lisbeth já era uma de minhas personagens favoritas e nesse livro pude entender o motivo disso. O fato dela ter potencial, mas as pessoas a julgarem sempre pelo motivo dela não querer fazer algo e a taxarem de incapaz. Como sempre, ler Larsson é sempre bastante puxado, exige bastante atenção e a sensação de futuras reflexões é eminente. Já tive oportunidade de conversar com amigos e leitores sobre o livro e as opiniões divergem bastante nas interpretações. O que considero ainda mais interessante é o fato de provocar sensações e reflexões tão distintas. Principalmente questões quanto a regras da sociedade e como ela opera. Eu ainda me pergunto o motivo pelo qual demorei tanto pra ler. Suspense sempre foi um gênero que sempre me agradou. As provas contra Lisbeth são questionáveis e o clima é cheio de surpresas. Me surpreendeu novamente.

O início do livro é veemente criticado por muitos conhecidos meus, mas acredito que na narrativa de Larsson sempre tem uma razão para ter um “clima” e uma “perspectiva” meio lenta de tudo. Se o desenvolvimento fosse desenfreado logo de início faria o leitor ter uma visão completamente diferente. Portanto, se estiver lendo e ficar empacado no início, insista!

Diagramação

O trabalho gráfico tá impecável. Harmônico (capas novas ♥) e não foram encontrados erros que atrapalhem a leitura como um todo.

Considerações finais

Essa trilogia (que agora tem o quarto livro não escrito pelo autor, mas que quero muito ler!), me surpreendeu muito positivamente. Uma qualidade na constituição dos personagens, diálogos e ambientações. Uma obrigatoriedade pra quem ama o gênero.