Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632766
Ano: 2013
Páginas: 272

Madora tinha 17 anos quando Willis a “;resgatou”;. Distante da família e dos amigos, eles fugiram juntos e, por cinco anos, viveram sozinhos, em quase total isolamento, no meio do deserto da Califórnia. Até que ele sequestrou e aprisionou uma adolescente, não muito diferente do que Madora mesmo era, há alguns anos… Então, quando todas as crenças e esperanças de Madora pareciam sem sentido — e o pavor de estar vivendo ao lado de um maníaco começava a fazê-la acordar —, Django, um garoto solitário, que não tinha mais nada a perder depois da morte trágica de seus pais, entrou em sua vida para trazê-la de volta à realidade. Quem sabe, juntos, Django, Madora e seu cachorro Foo consigam vislumbrar alguma cor por trás do vasto deserto que ajudou a apagar suas vidas?

proibido

Introdução

Madora vive praticamente em isolamento. Ou seja, longe de tudo e todos. Em uma casa em um final da estrada o único contato que tem com o mundo é feito através de Willis, que a “resgatou” quando tinha 17 anos, Linda, uma adolescente grávida que vive trancada num trailer no quintal da casa e Foo o seu cão companheiro. Mas tudo muda quando conhece Django, um menino de 12 anos. Uma grande amizade e um desfecho passa a ocorrer a partir desse momento. Madora irá encarar a vida com outros olhos, descobre que corre perigo há muito tempo e que as coisas não são como imagina.

Narrativa

Narrativa envolvente, porém, não trilha o esperado pela forma como a autora conduz a trama. Quando estamos acostumados a passar por muitos obstáculos, esperamos que seja assim. Quando a solução é algo abrupto, há um ligeiro sentimento de desapontamento.

Madora é ingênua e muito benfeitora. Ela tem um cão chamado Foo e através dele notamos o carinho dela para com os outros, o animal é o grande motivo que leva Django até a casa onde Madora está. Ele é um companheiro para os momentos mais intediantes na vida de Madora. Quando inusitadamente conhece Django, sua vida muda. Pois mesmo que a contragosto inicial, Madora começa a ter conversas e momentos muito importantes ao lado desse garoto. Ele está passando por problemas muito grandes e estar com Madora funciona como uma válvula de escape pela tragédia que aconteceu na vida dele. A relação de ambos funciona como uma “gangorra”, ambos tentam encontrar força e equilíbrio e se ajudam mutuamente na situação ao qual se encontram.

Antes, Madora via o seu namorado como um exemplo, como o rei da verdade. Só que aos poucos vai notando o quanto mudou, o quanto sente falta de ter contato com os familiares e com o mundo exterior. Afinal, são 5 anos sem vê-los. Entendo que a vida de alguém recluso tende a mudar a concepção de mundo, mas a sensação é a de que a personagem parou de evoluir a partir do momento em que tornou-se reclusa. Há uma ingenuidade muito grande com o qual ela demonstra através de suas ações. É muito revoltante a forma como ela acha que Willis é um bom rapaz, ela não consegue enxergar a verdadeira face de seu “companheiro”. Principalmente, o que mais me revoltou no livro é a complacência a qual Madora aceita que Willis mantenha uma garota grávida presa a um trailer e ache isso normal.

Diagramação

A capa do livro reflete o ambiente desértico do livro. Nela estão Foo, Django e Madora. A leitura é facilitada pela diagramação que é perfeita para leitura. Ou seja, um padrão muito bem pensado pela editora.

Considerações Finais

Adeus à Inocência é um livro que contém uma história delicada, forte e intensa. Porém, não foi o livro que mais me agradou da editora no mês. Os personagens não me cativaram. Não cheguei a torcer por eles. Senti falta de carisma por parte deles. Geralmente livros assim tem personagens grandes, corajosos e ousados. Esperava um clímax muito mais envolvente, porém, não foi o que aconteceu. Achei a narrativa corrida e um pouco dispersa. Esperava muito mais.