Cilada

Edição: 1
Editora: Sextante
ISBN: 9788599296936
Ano: 2010
Páginas: 272

Haley McWaid tem 17 anos. É aluna exemplar, disciplinada, ama esportes e sonha entrar para uma boa faculdade. Por isso, quando certa noite ela não volta para casa e três meses transcorrem sem que se tenha nenhuma notícia dela, todos na cidade começam a imaginar o pior. O assistente social Dan Mercer recebe um estranho telefonema de uma adolescente e vai a seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão, que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan e que se torna a única testemunha de seu assassinato. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente. Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas e a fragilidade de vidas aparentemente normais é posta à prova. Todos têm algo a esconder e os segredos se interligam e se completam em um elaborado mosaico de mistérios. Harlan Coben mais uma vez deixa o leitor sem ar. Cilada fala de culpa, luto e perdão em uma trama repleta de reviravoltas surpreendentes. Nada é o que parece e tudo pode ser desfeito até a última página.

proibido

Introdução

Quem já leu minhas resenhas de Harlan Coben, já sabe o que vão esperar de mais uma. Cilada é um livro que me encantou bastante, pois propôs algo que Harlan sabe fazer muito bem.

Narrativa

A história é narrada em terceira pessoa, Wendy é a junção dessa história, pois busca saber onde Hayley está e Dan foi inocentado por falta de provas. Quando resolve contar à cilada que foi armada ele é morto. A partir dai a história é construída. Wendy vai atrás das respostas para solucionar. A história é construída de maneira que você se envolve cada vez mais a cada capítulo.

A leitura foi bem tranquila quanto a essa parte, mas quando leio Harlan é impossível ficar sem saber o que realmente acontece. A leitura se torna mais dinâmica e o apetite voraz da resolução se faz necessário. Gostei da protagonista, pois ela é permissiva de erros, uma mãe pouco presente, mas interessada e responsável no bem estar do filho. É um personagem compreensivo e que aos poucos ganha afeição e identificação. O que esperar de uma história nada clichê e com um final chocante e bem planejado?

Momento Macchiato

“A essa altura Wendy não sabia mais a que porta ele estava se referindo; a da casa do reitor, anos antes, ou a porta do ódio que levara à busca por vingança? Ela se lembrou do que Christa Stockwell tinha dito sobre o ódio; quando o alimentamos, acabamos deixando de lado as coisas que realmente importam.”- pag 251]

Considerações Finais

Solucionar crimes. Sempre há um assassino, um jornalista/detitve que está em busca de respostas e é o primeiro que vejo uma jornalista mulher, Wendy. A experiência foi tão boa quanto. Pois envolve um jogo de poder e política. Onde ela tenta buscar a verdade e o “erro” que cometeu.

Um dos motivos que me fazem continuar lendo Harlan é que ele me surpreende a cada nova história. Mesmo que Myron não seja o personagem principal deste e nem mesmo esteja nele, é surpreendente como Harlan consegue bons diálogos e ações que não são vistas com tanta facilidade.

A linguagem do autor também é o outro motivo pelo qual continuo lendo, é muito próxima da cinematográfica, a todo o momento a descrição de ambientes, ações e dos personagens invade o imaginário e torna cada vez mais plausível. É a magia de transpor na mente do leitor algo que mecha com os seus sentimentos. Fantástico.