Limiar

Edição: 1

Editora: Galera Record

ISBN: 9788501091406

Ano: 2013

Páginas: 392

Tradutor: Regiane Winarski

Liz Valchar sempre teve tudo o que poderia desejar. Dinheiro, beleza, um namorado perfeito e, agora, uma festa de aniversário no iate particular, na companhia de seus cinco melhores amigos. Mas quando ela acorda no dia seguinte, percebe algo errado. Boiando na água, bem ali, entre o barco e o cais, está o corpo de uma adolescente. Ao observar melhor, Liz percebe horrorizada, que aquele é o seu corpo. E que ela está morta. A única companhia dela é Alex, um menino que morreu um ano antes em um acidente de carro. Juntos, tentarão solucionar o mistério da morte dela, reconstruindo seus últimos dias de vida.

proibido

Introdução

Limiar é um livro que selecionei para ler através da capa e da sinopse. E felizmente ele acabou me surpreendendo. O enredo é forte, conciso e muito interessante. É um livro sobre um tema que adoro, pois deixa um mistério no ar. Liz era mimada, querida, rica, bonita e com uma vida perfeita. Porém, no dia do seu aniversário ela acorda e na água vê uma garota morta, só que a garota é ela mesma. Pouco tempo depois, encontra Alex, que morreu em um acidente de carro. Ambos tem pendências e tentam descobrir o que causou a morte. O livro estabelece várias premissas, pois além da causa morte de Liz, também tentamos entender porque Alex está ali.

Narrativa

A narrativa de Jessica, é cativante, aos poucos já está entregue a trama. O ritmo é bem rápido e não se atem muito aos detalhes. Porém, não há uma linearidade clássica, pois ambos os personagens, passeiam por memórias e discutem entre si momentos que já se foram. Eles viram meros espectadores, não podendo mudar o que já foi feito. Aos poucos, notamos que a vida de Liz antes do acidente estava bem diferente do que as pessoas imaginavam. Há muitos mistérios e segredos envolvidos na trama. Em Limiar, não existe bom e mal e nem certo e errado. Não há juízo de valor incutido na trama, sendo um dos pontos positivos. Pois nem tudo é o que parece ser e a garota que todos admiravam, não tinha nada de perfeita e muito menos de santa. Nenhum dos personagens de fato é. Todos tem seus pontos negativos e positivos. São colocados de forma bem realista. A narração fica a encargo de Liz, há uma grande diferença em Liz no começo e Liz no fim da trama.

Outros personagens levam destaque, como Richie, o namorado de Liz, que faz a pinta de bad boy e que é traficante de drogas. Porém, aos poucos vemos o quanto Richie amava Liz e os seus sentimentos eram mais profundos do que sua rebeldia. Marshall, o pai de Liz, que quando a sua esposa morreu, casou-se com a melhor amiga dela, Nicole. Nicole pouco aparece, porém, é mãe de Josie, um garota de 17 anos e que jura por tudo que é filha de Marshall também. E o Alex, que estudava na mesma escola da Liz, mas não era tão popular quanto o grupo com o qual a garota andava. O mistério de Alex não é saber a causa morte, e sim saber quem o matou. Desde o acidente, não encontram pistas de quem seja.

Limiar deixa várias perguntas iniciais, não se atem a uma coisa só. Algumas saberá no meio do caminho, outras só na última página. Há clichês, porém, nem sempre o clichê pode ser tido como algo ruim. Obviamente a autora quis usá-los, o interessante é ver como esses clichês são compostos e suas resoluções pela narrativa da autora.

Diagramação

Foi um dos motivos da escolha. A capa é bem caprichada e realmente reflete o teor do livro. Ali vemos Liz na água. As cores escolhidas também foram muito bem pensadas. A diagramação do livro é simples, porém, colabora para uma leitura tranquila. Tamanho de fonte e fonte confortável.

Considerações Finais

Sou suspeita a falar de livros do gênero, porém adorei a forma com que o livro trabalha o lado psicológico dos personagens. Principalmente de Liz e Alex. Que tem total acesso ao mundo mesmo que as pessoas vivas não os vejam. Ali conseguem encontrar peças de um enorme quebra-cabeça que o levarão para o término na sua missão. Não é um livro espírita, o entendo mais como um livro sobrenatural. Tinham de saber o motivo e o que realmente aconteceu. É como se a alma deles não se acostumasse com a morte e precisasse de algumas respostas antes de ir descansar.