Não Sou Uma Dessas

ISBN: 9788580576214
Ano: 2014 / Páginas: 304
Editora: Intrínseca

Lena Dunham , a premiada criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não sou uma dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adulta

Comparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade.
Já estou prevendo a vergonha que sentirei por ter pensado que tinha algo a oferecer, escreve Dunham. Mas se eu puder pegar o que aprendi e tornar alguma labuta mais fácil para você ou evitar que você tenha o tipo de sexo em que sinta que deve continuar de tênis para o caso de querer sair correndo durante o ato, então cada passo em falso que dei valeu a pena.
Ela tem a habilidade extremamente rara de ser 100% ela mesma em 100% do tempo. The New York Times.
proibido

Introdução

Em Não Sou uma Dessas, Lena Dunham discorre sobre sua vida em vários aspectos. Pequenos capítulos recheados de boas histórias e lembranças. Além de suas obsessões e descobertas, conhecemos uma Lena bem próxima de Hannah (da série Girls). Confesso que o New York Times apelou com seu comentário sobre a voz da geração. Porém, é uma leitura divertida e bastante polêmica.

Sobre Lena Dunham

Lena Dunham é uma atriz, roteirista e cineasta americana. Ela dirigiu o filme independente Tiny Furniture e é a criadora e protagonista da série Girls da HBO.  Dunham nasceu na cidade de Nova Iorque. É filha de Laurie Simmons, uma fotógrafa e designer, e Carroll Dunham, um pintor.2 Seu pai é protestante e sua mãe é judia. Ela estudou na escola Saint Ann’s, no Brookly, onde conheceu Jemima Kirke, atriz de Tiny Furniture e uma das protagonistas de Girls. Ela estudou escrita criativa na Universidade de Oberlin, onde se formou em 2008.

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Capas pelo mundo

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Narrativa

O ponto alto da narrativa é o tom que Lena usa para a discussão dos temas em que o livro aborda. Ele é dividido em seções, sendo elas: Amor & Sexo, Corpo, Amizade, Trabalho e Panorama. Outro ponto que me agradou muito foi que a cada capítulo tem um título que promove curiosidade de entendê-lo. Os meus favoritos eram listas, como por exemplo, 13 coisas que aprendi que não se deve dizer aos amigos.

O tom divertido, descontraído e meio estabanado da autora, torna a leitura muito mais fluída pra mim. Em muitos momentos pensei: – Nossa, ela é um personagem, o seu jeito único de contar as coisas. Não duvido que muito do que ela expõe esteja numa escala muito megalomaníaca, mas quem se importa?

Uma vida que poderia ser desinteressante aos olhos dos outros, passa a ser algo muito mais cativante e inusitado. Não há uma linha cronológica dos fatos, situações são discutidas e até relembradas em outros capítulos pela autora. Mas não chega a ser repetitivo, não.

Diagramação

O trabalho gráfico do livro é lindo. As ilustrações da amiga de longa data de Lena (Joana Avillez), dão todo o charme ao livro. A capa é a mesma que foi publicada em vários países.

Considerações Finais

Antes conhecia a Lena atriz, diretora e roteirista. Hoje, conheço e entendo muito de seus trabalhos e o motivo de serem como são. Lena tem um jeito especial e excêntrico. Não se pode levar tudo ao pé da letra, Lena tem uma voz cheia de sarcasmo e ironia. É uma leitura altamente divertida e trágica. A vida dela exposta em muitos momentos e com poucas referências ao seu trabalho em Girls, é possível ver e entender sua personagem e seu sucesso com a trama. Não é um livro de pura indentificação, mas que leva a alguns questionamentos do começo da fase adulta. Cada um vive sua verdade, Lena não se importa com o que os outros pensam dela, ela é o que ela é e pronto. A melhor moral incutida na trama é essa. Seja você e seja feliz com o que tem, mas ao mesmo tempo, saiba ouvir o que os outros tem a dizer.