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O Enigma da Borboleta – Kate Ellinson 
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Edição: 1
Editora: Leya
ISBN: 9788580447408
Ano: 2013
Páginas: 312
Tradutor: Alice Klesck

Um suspense eletrizante onde qualquer movimento em falso pode ser fatal. Penélope Marin, ou simplesmente Lo, é uma adolescente um tanto incomum – ela sofre de transtorno obsessivo compulsivo, que ficou mais intenso depois da morte de seu irmão Oren. Além disso, Lo adora colecionar bibelôs, mesmo que tenha que roubá-los (Ela também tem traços de cleptomania). Num desses “resgates” – como ela mesma diz – Lo encontra uma bela borboleta, que pode ter colocado sua vida em perigo. Essa figura está ligada a um assassinato e Lo pode ser a única testemunha desse crime.

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Introdução

É um livro do qual fiquei bastante curiosa desde o anuncio da publicação pela editora Leya. Confesso que o livro me surpreendeu bastante. Ele é cheio de reviravoltas e situações bastante perturbadoras.

Narrativa

A narrativa de Kate Ellinson é bastante agradável, embora Penélope tenha o transtorno compulsivo, acho que faz o diferencial na narrativa. É possível viver intensamente com a personagem aquela agunia e necessidade de ir atrás de algo que almeja.

A coragem de Lo é discutível. É impressionante com ela ela lida com situações bastante perigosas como se fossem a coisa mais natural possível.

É um livro cujo entretenimento maior é o suspense por de trás daquele assassinato, de uma garota, Seraphine.

O livro é uma teia de acontecimentos que estão entrelaçados.

Não há uma moral por de trás de sua narrativa. Lo passa por muitas situações perigosas e das quais poucos iriam atrás sem se comprometer totalmente. Ao mesmo tempo, o livro acaba sendo um relato de uma garota que perde o irmão mais velho e que sente muita falta dele.

A relação com os pais também é bem trabalhada e demonstra que mesmo na perda de um dos filhos, os pais podem deixar um pouco a desejar no tratamento com o outro. Não há um apego grande, a família meio que se divide.

Lo é uma personagem que não tem muitos amigos, porém conhece Flynn, que será uma espécie de confidente e que aos poucos se torna indispensável, tanto para Lo quanto para o leitor.

Diagramação

As borboletas fazem todo o sentido na trama. A fragilidade, a simbologia por de trás é bastante clara. Vai além de um mero objeto e de um título.

Quote favorito

“Ergo as mãos para proteger meu rosto, mas minhas mãos já foram levadas.

Tento gritar, mas minha boca é apenas um buraco vazio entre os ossos, ossos e mais ossos.” – pág 139

Considerações Finais

É um livro que provavelmente ficará um bom tempo em meus pensamentos. É forte, bonito em seus dados realísticos e bastante dramático. Kate constrói uma boa estória e com ótimos personagens.