Wake – Despertar – Lisa McMann 

Edição: 1
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576793403
Ano: 2010
Páginas: 205
Tradutor: Ana Death Duarte

Para Janie, uma garota de 17 anos, ser sugada para dentro dos sonhos de outras pessoas está se tornando normal. Janie não pode contar a ninguém sobre o que acontece com ela – eles nunca acreditariam, ou pior, achariam que é uma aberração. Então, ela vive no limite, amaldiçoada com uma habilidade que não quer e não pode controlar. Mas, de repente, Janie acaba presa dentro de um pesadelo horrível, que lhe causa um imenso terror. Pela primeira vez, ela deixa de ser expectadora e se torna uma participante…

“Um romance lírico, cujas imagens permanecem com você, muito tempo depois de virada a última página, como o mais memorável dos sonhos.” – Cassandra Clare

proibido

Introdução/Premissa

Eu não esperava muito do livro, mas todos os meus amigos que já leram o livro me recomendavam e diziam que era fantástico. Não tive como não embarcar. Ainda mais que estava lendo muitos romances e sentia necessidade do sobrenatural em minhas leituras.

Wake, é narrado por Janie, uma garota de 17 anos que tem uma habilidade incomum: ela consegue entrar nos sonhos das pessoas. Não é entrar porque quer. Ela é sugada para dentro do sonho da pessoa, mesmo ela estando acordada. Ao longo do livro ela vai treinando para conseguir controlar esse dom.

Narrativa

Lisa McMann tem uma narrativa encorpada. Como Janie capta esses sonhos, ela os pega sem ter controle e isso atrapalha um pouco o leitor em identificar. Comigo não foi diferente. Mas aos poucos vai criando vínculo com a construção narrativa e permitindo adentrar em episódios curtos de sonhos perturbadores e engraçados. Quando Janie “conhece” Cabel a estória vai para um rumo diferente. Pois ele é um confidente e alguém que desperta suspeitas até que se compreende seus segredos. Afinal nada mais justo, após Janie se abrir e contar o seu segredo. Que ele a permita entender o que ocorre sem sua vida. Outro personagem que chama bastante atenção é a Capitão, que em muitos momentos rouba a cena com seu jeito durona. O que mais me chamou atenção para o segundo livro da série e Janie trabalhar ao lado de Capitão e Cabel, provavelmente muita coisa vai crescer.

Momento Macchiato

“Ele está no quarto de Janie, sentado no chão, escrevendo algo em um bloco de papel. Sozinho. Levanta o olhar para ela, chamando-a com os olhos. Ela dá uns poucos passos à frente.

Ele levanta o bloco para ela ver.

Não é o que você pensa.

É isso que está escrito no papel.

Arranca aquela folha de papel. Debaixo dela está uma outra com algo que ele escreveu.

Acho que estou apaixonado por você.

Janie sente um frio na barriga.” – págs 132-133

Considerações Finais

O que me cativou em Wake é que ele não é  apenas introdutório. Há uma reflexão a cerca de um dom de uma apanhadora de sonhos e como ela lida com isso. Através de uma narrativa curta e não exageradamente descritiva. Ela tem fio certo que espero de uma trama em sua primeira parte. Prende o leitor, apaixona e emociona. São 3 coisas que fazem uma série fazer sucesso e tomar proporções significativas. E Wake consegue.