O Planeta dos Macacos

ISBN-13: 9788576572138
ISBN-10: 8576572133
Ano: 2015 / Páginas: 216
Idioma: português
Editora: Aleph

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Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante… os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, Boulle revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie? Publicado pela primeira vez em 1963, O planeta dos macacos, de Pierre Boulle, inspirou uma das mais bem-sucedidas franquias da história do cinema, tendo início no clássico de 1968, estrelado por Charlton Heston, passando por diversas sequências e chegando às adaptações cinematográficas mais recentes. Com milhões de exemplares vendidos ao redor do mundo, O planeta dos macacos é um dos maiores clássicos da ficção científica, imprescindível aos fãs de cultura pop.

Introdução

Em Planeta dos Macacos, um casal faz uma viagem de férias pelo espaço. Tudo muda quando encontram um manuscrito dentro de uma garrafa. Aos poucos, conhecemos a história de um jornalista (Ulysse Mérou) que saiu em uma missão com dois colegas (Antelle e Arthus Levain) e um chimpanzé e que  encontram um planeta com condições semelhantes a Terra, chamado Betelgeuse. Mas é um lugar onde a sociedade é dominada por primatas.

Sobre Pierre Boulle

Nascido como Pierre-François-Marie-Louis Boulle em Avinhão, França. Se formou em engenharia e trabalhou como técnico de 1936 a 1939 na Malásia. Durante a 2ª Guerra Mundial, Boulle se alistou no exército na Indochina francesa. Quando os alemães ocuparam a França, ele entrou para o movimento França Livre em Singapura.

Ele serviu como um agente secreto usando o nome Peter John Rule e ajudou o movimento de resistência na China, na Birmânia e na Indochina francesa. Em 1943, foi capturado pelos leais à França de Vichy no rio Mekong. Ele foi consagrado chevalier da Legião de Honra e decorado com a Croix de Guerre e a Médaille de la Résistance. Ele descreveu suas experiências na obra não-fictícia My Own River Kwai(1967).

Um pouco depois da Guerra, Boulle se mudou para Paris e começou a escrever. Sendo muito pobre na época, ele morou num hotel, até que sua irmã recém-noivada o convidou para morar com ela. Ela tinha umafilha que Pierre ajudou a criar e deveria adotar, mas isso não se realizou, pois ele não queria deixar esta família e formar outra. Em 1952, ele escreveu A Ponte do Rio Kwai, que se tornou um bestseller mundial, ganhando o Prix Sainte-Beuve. O livro fora baseado em experiências reais de Boulle durante a Guerra, sendo assim considerado semi-ficcional.

Narrativa

Sabe aquele livro que você espera um tempão pra ler e não se arrepende? Pois é, eu sempre quis ler esse livro, mas como eu não era muito adepta de ficção científica, ficava morrendo de medo de ler e ficar com sono. Mas já adianto: NÃO CAUSA BOCEJOS. A leitura flui muito bem e aos poucos a trama ganha um corpo tão curioso, que foi fácil levar até o fim.

O ritmo da narrativa é alterado depois de alguns capítulos, inicia de modo mais lento e quando vemos, já acabou. Sério, é super rápido. E eu me arrependo de não ter lido antes. O medo bobo que eu tinha, passou totalmente.

Gosto bastante de livros que tenham crítica social, mas muitos dizem que o livro é atemporal… que pode ser incorporado aos contextos atuais, eu confesso que não sinto como um trama que passou por todas as modificações atuais. Mas que chegou bem perto disso, se não fosse por o boom da tecnologia e de como a máquina venceu o homem, eu concordaria totalmente. Mas a trama ganha muita força no comportamento, e lendo tanto o livro quanto a entrevista, fica claro as intenções de Boulle.

Diagramação / capa

A Aleph aos poucos vem ganhando um espaço enorme no meu coração. Sério, a edição está impecável, caprichosa e criativa. A leitura fluiu super bem. Não foram encontrados erros que afetam a compreensão da trama. Tenho profundo afeto por livros que tem bordas arredondadas ♥, o ser que escreve essa resenha tem a infelicidade de se cortar com papel quando está lendo, principalmente quando a gramatura do mesmo é mais grossinha (sim, eu sou dessas).

Considerações Finais

A edição da Aleph, além de caprichosa, possui extras!

Sim, nela temos uma entrevista feita com autor em 72, um ensaio jornalístico publicado pela BBC em agosto de 2014 e um texto esclarecedor e que me serviu como uma deliciosa aula, do Braulio Tavares.

Todos esses extras tornaram a experiência da leitura ainda mais interessante. A experiência com livro em si foi muito agradável. Embora não tenha lembrado muito bem dos filmes, acredito que foram boas adaptações embora o autor confesse que não tem o mesmo final que encontramos no livro. Mesmo assim, vale tanto a leitura quanto a oportunidade de assistir as adaptações.

Depois de uma experiência positiva, nada mais certo de que num futuro não tão distante vou ler: A ponte sobre o Rio Kwai, outro livro do autor que também virou filme.

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