A Ascenção Skywalker, o último capítulo da saga Skywalker no universo de Star Wars finalmente chegou às telas de cinema, prometendo encerrar com qualidade toda uma história que foi construída através de gerações.

O nono episódio da franquia Star Wars, agora sendo controlada pela gigante Disney, é um filme de 2 horas e meia, que deveria ter sido estendido e muito em tempo de tela, ou até mesmo dividido em dois filmes distintos.

Temos aqui um caso de O Hobbit ao contrário. Infelizmente.

A Ascenção Skywalker tenta dar respostas para mistérios deixados em aberto em filmes passados, ao mesmo tempo em que tenta ser um filme por ele mesmo, e nessa bagunça temos pouco tempo, de fato, para encerrar com qualidade a saga dos Skywalkers no cinema.

O novo Star Wars bombardeia o público com referências e componentes nostálgicos da franquia, nos levando a outros tempos e aos filmes anteriores. Embora sejam momentos interessantes, mas parecem que estão ali apenas para canais do Youtube poderem fazer vídeos sobre “todas as cinco mil referências ocultas em A Ascenção Skywalker”. 

A música novamente é impecável! John Williams, mais uma vez entrega um trabalho primoroso na parte musical e é como sempre, um dos pontos altos de qualquer Star Wars.

Em uma análise individual da obra, é um filme OK, uma boa sessão da tarde. Mas como parte do universo Star Wars ele falha miseravelmente. Talvez não para as novas gerações, mas para os aficionados por esse universo, o capítulo 9 parece um grande vídeo game, e dos ruins, onde os personagens são guiados por exposições que sempre fornecem as informações da próxima missão a ser concluída.

Infelizmente, A Ascensão Skywalker, parece ter sido desenvolvido por um jovem de 12 anos apaixonado por videogames e cenas de ação épicas. JJ Abrams é um mestre em criar cenários e situações deslumbrantes, e ele novamente entrega com perfeição o que promete, mas tais cenas são vazias de emoção e estão ali apenas pelo espetáculo.

Fui surpreendido pela forma como trataram o falecimento da Carrie Fisher. Embora seja perceptível o uso de computação gráfica e outros truques, deram um encerramento respeitoso para uma grande atriz.

Rey, Rey, Rey…

O que fizeram com esse personagem? Fomos apresentados com as razões de seus superpoderes, sim, super.  Falar algo mais seria estragar a surpresa, então ficarei quieto.

O filme individualmente é aceitável, visualmente impactante, embora bagunçado e cheio de exposições. É uma ótima Sessão da tarde, mas tratando-se do desfecho da Saga Skywalker?

Era melhor ter ido ver o filme do Pelé.